terça-feira, 14 de outubro de 2014

Willys- A história de um Bravo...

   A musica: http://youtu.be/KfxqZagHXbM?list=RDKfxqZagHXbM

 ...O vento gelado madrugava com os primeiros raios de luz. John estava deitado na erva alta junto a um velho e triste carvalho, que tantas vezes cobrira de sombra os jovens namorados, onde, com suas declarações de amor,  sobejavam de vaidade  a beleza das muitas raparigas das redondezas naqueles tempos. Essas agora distantes lembranças das tardes mornas de verão, de leves tons dourados, finalizadas com  noites brilhantes e de maravilhosos luares salpicados de perfume pelas brisas que percorriam toda a planície, vindas do sul quente, eram apenas e só, réstia das histórias de outros tempos, de campos e eiras cheias de gente, de trigo e  de cevada, onde os habitantes das pequenas aldeias em redor se perdiam nas longas tardes de primavera com os seus afazeres e rotinas de labuta do campo. Por um breve momento, John conseguiu mesmo cheirar os distantes aromas ciprestes e florais que inundavam então as várzeas. Por um momento apenas..., a vida parou! O mundo não se mexeu..., o céu coloriu-se de azul..., a brisa... fresca e  perfumada sussurrava doces melodias com a terra..., quente e soalheira,  e ali se detiveram, imóveis..., para que fosse possível a John sentir o que antes seria a vida naquele sitio... Naquele breve momento apenas, John fez realmente parte daquela paisagem, daquele sonho...
A chuva fria que lhe escorria pelo rosto denunciava porém uma outra realidade, onde o sonho não tem espaço, onde a vida não tem tempo e o fim está sempre perto. O rugir próximo dos belicosos tanques alemães lembrava a John que muito caminho faltava ainda para alcançar o seu destino, e embora perdido numa terra estranha, sem qualquer meio de ajuda, tinha que conseguir chegar ao seu objectivo, agora que duas madrugadas passavam desde o seu difícil desembarque na praia de vierville-sur-mer... John vira muitos dos seus camaradas morrerem mesmo a seu lado nesse dia, mas por milagre ou destino, conseguiu chegar aos planaltos de Tréviers e dai continuar a pé para Caen. A missão de seu grupo passava por encontrar as forças rebeldes Francesas em Lisieux e ajudar a controlar o que restava dos acessos a Rouen, especialmente as frágeis pontes de pedra que os alemães iam destruindo á medida que recuavam... Era vital que conseguissem estabelecer uma linha de transporte para as tropas que desembarcavam nas praias... O sucesso de toda a operação estava agora nas suas mãos... Após o ultimo encontro com as tropas alemãs, John ficou ferido com gravidade na perna, que teimava em sangrar copiosamente, ainda que tivesse aplicado todo o tipo de conhecimentos médicos de emergência que aprendera ainda no tempo de recruta, lá longe, na sua terra natal. Sem saber do resto do seu pelotão, John vagueava  sozinho de planície em planície, sempre com o cuidado de evitar as mortais patrulhas de infantaria alemãs, que ainda surpresas com o ataque aliado, goravam em defender o território como uma fiel e mortal herança de que não se abdica nem com a própria vida. Os combates eram sangrentos..., sem esperança de poder acordar da realidade e viver o sonho..., apenas a morte pelo caminho... era preciso não desistir... a guerra reclamava os seus mortos, e apenas alguns iriam escapar ao inferno de fogo e destruição que se aclamava aos céus... A devastação era tanta que, ninguém pensaria em voltar aquele sitio depois de tudo isto. Cinzas e pó era tudo o que restaria depois daquele dia...
John estava só..., delirante com dores..., conseguia esporadicamente organizar os seus pensamentos, e quando conseguia, tentava desesperadamente delinear um plano de fuga, mas John apercebia-se cada vez mais de que apenas um milagre o poderia tirar daquele inferno. A sua respiração tornara-se ruidosa e descompassada, a ansiedade de ser descoberto fazia-o tremer de medo, com poderosas descargas de adrenalina que lhe aumentavam a cada segundo a necessidade de fugir, mas como? John precisava de algo que o ajudasse, mas... , um brilho..., um leve brilho escorreu através da planície, vindo de uns arbustos do outro lado da clareira onde acabara de entrar, que tinha ainda bem vincadas as furiosas marcas dos últimos combates. O fumo ascendia aos céus em grossas colunas de negro e de  espesso bafo, mas ainda assim John decidiu investigar o que seria aquele monte de escombros, pejados de toda a espécie de mortandade, onde tantos perecerem e agora apenas o metal ficava para memória. Onde tantos jovens abdicaram de suas vidas para que outros tantos pudessem sentir as liberdades de uma guerra inutil. Um arrepio profundo assombrou John quando viu que quase toda a sua companhia jazia entre os destroços. Se antes conseguira de algum modo escapar entre as bombas, tinha agora porém a confirmação que estava só na sua demanda. Ninguém lhe valeria daqui em diante. Era ele e só ele, no meio do caos e terror que se instalara... A meta parecia cada vez mais distante..., mas um pequeno veiculo destacava-se no meio da imensidão de ferro torcido e retorcido, que apesar de estar todo crivado de buracos das balas alemãs, parecia ser o bastante para John conseguir chegar ao seu destino, bastava para isso apenas evitar as patrulhas hostis...
Apesar das muitas marcas dos tiros nos vidros e carroceria, o pequeno Jeep parecia estar ainda em condições de trabalhar, e embora John nunca tivesse conduzido nenhum, era demasiado urgente que se pusesse ao caminho antes de sequer pensar nisso. Um gentil toque no pedal foi quanto bastou para ouvir o pequeno motor de 4 cilindros roncar suavemente no meio daquela paisagem tão desolada, e logo depois, o engrenar da primeira velocidade garantiu a John que sairia dali para fora antes que outra patrulha alemã chegasse.
Os 40 km's que o separavam de Rouen foram ultrapassados com rapidez, salvando um ou outro momento para se esconder das tropas inimigas. John conseguiu realizar a sua missão, alertando as forças da resistência de que a ajuda estava a caminho, e que restariam apenas alguns dias até que as forças do Reich se rendessem. O rumo desta ultima grande guerra do século estava agora nas mãos das tropas aliadas, que graças a soldados como o John conseguiram vencer perante tanta dificuldade. A história seguiu o seu rumo, e John acabou por regressar a casa, herói, cheio de medalhas e condecorações que atestam sem margem de duvidas a sua bravura e destreza em batalha, que testemunham o seu heroísmo e valentia como soldado e como homem, mas o que John não esquece é esse pequeno jeep willys que lhe salvou a vida e a guerra, esse mesmo pequeno jeep que ficou por terras de França, esquecido, quando voltou para casa, quando regressou para junto de sua família, quando toda a sua idade se transformou numa vida cheia de memórias e significado.
John viveu até aos 88 anos, gerou uma família numerosa e feliz, mas apesar de seu grande amor ser a  recentemente falecida esposa Suzie, com quem partilhou os últimos 60 anos de felicidade, jamais esqueceu aquele "pequeno grande" jeep que lhe salvou a vida durante a guerra...!Quando John se despediu..., e sem esquecer esse pequeno jeep que encontrara abandonado numa qualquer várzea de França, pensou baixinho; Obrigado..., obrigado Willys por me teres salvo. Obrigado por me teres possibilitado a minha vida..., jamais te esquecerei...
Infelizmente John nunca mais viu o pequeno Willys. Jamais soube o que lhe aconteceu, ou o que foi feito dele...
Até hoje...
De perdido em França, este Willys veio "parar" a Portugal, e assim que me for possível, farei um post digno desta máquina. A história de apresentação é apenas ficção, mas a história verdadeira deste carro não lhe fica muito atrás. Foi todo reconstruido em França em 1996, e dai para Portugal, onde tem estado parado há 9 anos...
Não é fácil ver este tipo de quilometragem num carro, mesmo depois de ter sido totalmente reconstruido...
Creio que muita haverá para dizer acerca deste automóvel. É sem duvida a história de um Bravo...

Para breve.

RT

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Mini - Reparação das bombas de embraiagem.

Bom dia. A musica... 

http://youtu.be/rMltoD1jCGI

A embraiagem do Mini é um assunto tenho tentado mostrar em detalhe, mas enquanto não surge a oportunidade de o fazer em condições, aproveito para vos mostrar um outro aspeto da embraiagem que nem sempre é conhecido: As bombas principal e auxiliar do comando hidráulico da embraiagem. Existem vários sintomas que podem indicar uma falha neste sistema, desde fuga de óleo ou um pedal anormal (muito rijo ou muito macio), ou ainda como neste caso, falta de pressão progressiva, que obrigava o Mini a arrancar, mesmo que o pedal estivesse todo em baixo. Por norma, quando isto acontece, pode significar que existe uma fuga de óleo no circuito, e o melhor a fazer é começar por verificar o mais simples: A bomba auxiliar!
Situada por cima da tampa da embraiagem, esta bomba é de facto muito simples de reparar, e mesmo que não esteja a verter...
...a queimadura da tinta do motor indica que algo não está bem. O óleo da embraiagem (igual ao dos travões - DOT4) é abrasivo para a pintura, mas é facilmente removido com água.
Ainda antes de desmontar, os sinais eram evidentes. se já não está, pouco falta...
Começamos por tirar a mola de recuperação...
...e podemos desapertar estes dois parafusos chave 9/16" (14mm) que fixam a bomba...
...e confirmar as suspeitas. Vamos reparar o que for necessário...
...e podemos desde já desapertar o tubo de metal na saída da bomba principal. Não é de todo necessário que o façam, mas uma vez que também pretendo tirar  a bomba central, escusa de ficar a pingar óleo até esvaziar o depósito. Para evitarem de tirar o tubo, basta tapar a outra extremidade...
...que fica aqui, onde liga ao tubo flexível. Reparem na chave própria para tubos de travão/embraiagem. O anel é cortado para poder passar o tubo, mas o contacto com a porca é o maior possível, para evitar moer o sextavado. Podem usar uma chave de bocas normal, mas tentem não arredondar a porca, ou aumentam consideravelmente o tempo de reparação, já para não falar no mau aspeto que dá uma porca toda marcada do alicate de pressão.
Já com o tubo de metal fora, desapertamos a porca que fixa o de borracha á carroceria... (chave de caixa 24mm.). Por esta altura já podemos tirar o tubo do sitio...
...e com a bomba presa ao torno, podemos limpar a ferrugem do cilindro o melhor possível...
...seguida do freio...
...e com a ajuda de um pano, podemos então bater o necessário...
...para esvaziar o interior da bomba. Podem usar o ar comprimido no tubo para fazer isto, mas tentem não perder o piston e muito menos magoarem-se ou magoar alguém. Se o piston estiver preso, a pressão do ar pode fazê-lo sair com bastante força, e acreditem que pode aleijar... Caso o queiram fazer, virar a bomba para baixo é de certeza uma boa ideia...
Com ou sem ar, é isto que queremos ver. O piston, a borracha e a mola.
A borracha 7/8"...
Com a bomba vazia, podemos passar uma lixa média...
...e uma fina, até...
...ficar mais ou menos assim. O interior da bomba deve estar liso e sem marcas de espécie alguma. se não for o caso, substituam a bomba ou vão ter uma fuga em breve...
Kit de borrachas novas...
...e apesar de não ser assim tão óbvio, a borracha velha (esquerda) já tem as arestas bastantes arredondadas, o que é sinal de desgaste típico do uso...
A montagem é inversa, e caso possam, montem a borracha com lubrificante. Eu gosto de usar este, mas vaselina ou o próprio óleo de travões também servem. Massa consistente ou óleo de motor não são opção...
Tudo montado e pronto para ir para o sitio, mas antes...
...aproveitem para verificar isto. Sem a bomba e a mola no sitio é bem mais fácil perceber se existe folga entre o parafuso e a haste. Existe um valor exato para esta folga, mas desde que tenha 1 mm já fica bem. Montamos a bomba auxiliar e passamos...
...para a bomba central da embraiagem. (direita na foto) Nota: Apesar de aspeto semelhante, as bombas centrais dos travões NÃO são iguais ás de embraiagem. Se não tiverem uma bomba central de embraiagem, não tentem usar uma de travões. Vai ficar montada com a tampa para a frente, a bater na outra, mas pior do que isso, o funcionamento interno não é igual. A bomba central da embraiagem é de actuação simples e é precisamente isso que devem usar...
Podemos então começar por desapertar as duas porcas de fixação e o tubo...
...e depois a cavilha do pedal. Para quem nunca fez isto, esta parte pode ser uma verdadeira dor de cabeça, mas com calma tudo se faz. Tem que se tirar o freio da cavilha e depois puxa-la para fora. É simples, mas se a cavilha estiver calcinada ou o freio não quiser sair, a falta de espaço e a posição incomoda podem fazer "saltar a tampa" com facilidade. Um alicate de pontas, um pouco de WD40, uma gambiarra e...,  musica da boa. Quando sai bem é uma maravilha, mas quando começa a "embrulhar", o melhor é pararem um bocadinho, respirar fundo e pensarem que há coisas bem piores na vida do que tirar uma cavilha. De tudo o que existe de complicado e difícil no Mini, isto pode estar no topo da lista. Tentem não stressar demasiado, porque depois da cavilha sair, tudo se torna bem mais fácil...
Bomba no torno, guarda pó virado ao contrário e ...
...já está! Freio cá para fora...
...veio solto...
...duas pancadinhas e está feito! Já chegamos a meio do caminho!!!
A causa disto tudo! Um corte na borracha deixava escapar o óleo do circuito de pressão, e embora não pingasse para dentro do carro ( existe uma segunda borracha que veda o óleo em caso de falha desta), era o suficiente para que a pressão baixasse na bomba auxiliar e tivesse o mesmo resultado que tirar o pé do pedal. Com uma mudança engatada, ao fim de uns segundos com o pedal da embraiagem em baixo, o Mini começava a andar, e claro que se pode tornar complicado em certas situações, especialmente em filas de trânsito ou a estacionar. Limpa-se tudo como deve de ser...
...montam-se as borrachas novas no sitio e repete-se tudo pela ordem inversa.
Sangrar o circuito é fácil, basta "injectar" (carregar no pedal repetidamente), depois carregar a fundo, abrir a purga da bomba auxiliar (com o pedal sempre no fundo), deixar sair o ar e o óleo, fechar a purga (só depois é que se tira o pé do pedal) e repetir a operação até que saia só óleo e o pedal ganhe a pressão normal. Os salpicos do óleo da embraiagem lavam-se com agua abundante.
Verifiquem o nível de óleo no deposito da bomba (cheio até ao cimo) e já está.
Mais um Mini pronto para a estrada!!!

Obrigado

RT

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Rolamentos Mini

 Bom dia.

A musica: http://youtu.be/9jXmPZeZTUs
 
Um pouco como na musica, é fácil entrar, mas muito difícil de sair... Mais uma vez, eis-me de volta ao meu cantinho. Não é por falta de tentativas, mas sair daqui está mesmo difícil...
Bom.., enquanto nada acontece com as novas instalações, a velha "baiuca" vai ter de servir outra vez, e parece que desta vez são apenas os Clubman...
O 1100 do Luis...
...e o amarelinho do Leonel, que após uma descarbonização, começou a "cantar" dos rolamentos das rodas, de que vamos falar hoje. É um trabalho simples, que pode ser feito na garagem de casa, mas que ainda assim tem detalhes importantes...
 Começo sempre por tirar a porca da transmissão ainda com a roda no chão...
 ...e assim que levantar, segurança! Não custa nada e é melhor prevenir do que remediar...
 Desafinam-se os travões aqui...
 ...e aqui. Por esta altura a polie já deve sair...
 ...embora neste caso com falange e tudo...
 ...o que na maior parte das vezes quer dizer que...
 ...já foi! Esta falange está desgastada no veio e já tem folga nos rolamentos. Quer isto dizer que, mesmo que se aperte tudo com força, e mesmo com rolamentos novos, vai sempre ter folga neste sitio, e consequentemente "derreter" os novos rolamentos em 3 tempos... A solução é montar uma falange boa e já está.
Enquanto isso, vamos tirar a manga de eixo (cubo da roda) para sacar os rolamentos velhos...
O martelo também resulta, mas assim é mais fácil...
...e aqui está...
...já sem o centro dos rolamentos e os retentores...
... e reparem nisto: existem de facto umas reentrâncias para bater as caixas dos rolamentos para fora. Por vezes a massa consistente não deixa ver, mas se limparem bem com um pano, de certeza que estão lá...
Não vale a pena usar um martelo demasiado pequeno nem demasiado grande. A barra para bater deve ser firme para não vibrar e o resto vem com a prática. Pancadas firmes e seguras. Sai tudo bem...
Limpo e a postos...
... e montam-se as caixas exteriores primeiro (reparem nas tais entradas para poder bater nas caixas...)...
...sem esquecer a anilha central...
...com massa quanto baste...
...e lá vai o retentor para o sitio.
Agora reparem o que acontecia com a falange antiga: Bastava larga-la da mão que entrava logo até este ponto...
...e para sair era igual. nem sequer havia fricção. Isto é sinónimo de desgaste excessivo. Montar uma falange neste estado equivale a dizer que os rolamentos não vão trabalhar justos com deviam e, muito mais cedo do que o esperado, vão voltar a falhar. Uma falange é barata e fácil de encontrar, mas...
...só no dia a seguir. Entretanto damos uma volta pelo recinto e por estranha coincidência, hoje são só "Clubbies" por aqui... O " Sunny Yellow"...
O "Racing Green" (Mad Max limited edition) do Eduardo e do Paulo...
...o 1100 " Black Jack " do Luis... (post para breve...)
...e ao fundo..., o meu companheiro de tantas lutas..., " The Blue Knight". Espetáculo de sitio! Pode não valer nada, mas se soubessem o quanto eu adoro o que faço, saberiam o quanto vale esta foto para mim. Obrigado por me deixarem fazer o que mais gosto de fazer!!!  Bom...
...começa o dia e uma outra falange aparece por aqui...
...e num instante o mini começa a ganhar forma. a montagem disto tudo é precisamente o inverso da desmontagem...
...e antes que se esqueçam..., apertem bem a transmissão e  montem o devido freio (golpilha) no sitio... Despachado na frente, vamos para a traseira...
...e se por fora tudo parecia normal...
...assim que tirei o tampão, mudou logo de figura. Existem várias hipóteses para isto acontecer, mas nenhuma delas é boa...
A massa deve ficar dentro do cubo, mas se saiu, foi porque algo não foi bem feito antes. Pode ser excesso de massa ou aquecimento excessivo dos travões, mas agora vamos garantir que não acontece outra vez...
... começamos sempre por aqui: desafinar os travões ( não se esqueçam de destravar o travão de mão antes de começar...)...
... e felizmente, neste caso, a massa não chegou aos calços. Por vezes, o excesso de massa provoca uma falha no retentor junto ao prato, mas hoje não há disso...
...apenas o normal. Limpamos isto tudo bem limpo para...
...chegar aqui: A porca do cubo de trás do Mini. Não há muito a dizer acerca disto, mas mais do que saber que a chave certa é uma 15/16" (24mm), convém também recordar que a porca do lado esquerdo (lado do condutor) desaperta para a direita...
...e sendo assim, aquela chave teve que rodar no sentido dos ponteiros do relógio para que a porca saísse...
Porca e anilha fora, e sai o cubo com facilidade...(por vezes a caixa interior do rolamento traseiro fica presa, mas acaba por sair depois com um martelo e um escopro sem grande dificuldade...)
Depois de limpo é mais fácil de ver as tais saliências de que falei antes. Tal como no cubo da frente, também aqui existem os tais espaços para usar um punção para bater nos rolamentos. Não se assustem, porque é mesmo assim. Claro que podem usar uma prensa, mas assim também serve, e até é mais "vintage"...
Kit novo...
...operação inversa...
...e é um instante até ver o Mini novamente na estrada, e desta vez sem o típico barulho de fundo...

Mais uma vez, obrigado a todos os que têm pacientemente esperado por novidades, e que se recusam a esquecer este "cantinho". Já não há desculpas nem justificações, apenas dias em que se consegue, e outros em que nem por isso... 
Recuso-me a desistir, e mais do que isso, faço-o com um sorriso da orelha a orelha. A "coisa" está difícil sem duvida, mas baixar os braços está fora de questão...
Espero que entendam...
Deixo-vos também esta musica, que tantas vezes tocou dentro do meu clubman, nos tempos da inocência...
 
Fiquem bem...
 
Um abraço.
 
RT