segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Mini Azulinho - O renascer de uma nova lenda...

Boa noite.
Como vos contei há uns tempos, o Mini 1000 "Azulinho" está de novo no meu caminho, e tal como em 2000, a ideia é melhorá-lo, mas agora mais a sério, e com mais 10 anos de Minis em cima...
O tempo não foi meigo para ele. As "feridas" estão lá, e não serão assim tão fáceis de sarar como isso, mas a vontade e o gosto de o ver na estrada outra vez fazem milagres...
Como desta vez o objectivo é "fazer para durar", começámos mesmo por "baixo", ou seja, pela base...E começámos bem. Esta foto é reveladora do bom estado do motor. Tantos anos parado, mas ainda assim com "alma" de vencedor...E teve inicío a viagem......que se espera reveladora de um bom final......porque tanto esforço......merece recompensa......mesmo que implique trabalho......e muitas horas de roda dele, mas......como tudo na vida......quanto mais custa, melhor sabe!!!Para já, e sem querer fazer previsões acerca do futuro, o justo é dizer que este é mais um renascer..., o renascer de uma nova lenda!!!
RT

sábado, 23 de Janeiro de 2010

O Sr. Comandante Luis Branco...

Caro amigo e tio Luis Branco:

Talvez seja esta a carta que nunca devolvi, mas escrevo estas linhas para lhe dizer o quanto espero que tudo lhe corra pelo melhor possivel. Não sei para onde vai, nem tão pouco como será desse lado, mas sei que a partir de hoje, o meu mundo ficará mais pobre sem a sua presença. Não conversámos tanto como eu gostaria, mas sinto que vivemos o suficiente para eu o considerar uma das pessoas mais interessantes da minha vida. Todos os momentos que passámos juntos sabem agora a pouco, mas infinitamente bons sem dúvida. O prazer e a honra de poder conhecer alguém como o tio, faz com que nesta hora não consiga, nem deva, sentir-me triste. O adeus eterno é um facto, mas mais do que chorar, sei que devo sorrir., sorrir não pela partida, mas sim por uma vida cheia de aventuras e histórias, que sempre fez questão de partilhar com toda a familia e amigos. Como tal, e conhecendo o tio como conhecia, não lhe digo adeus, mas antes obrigado. Obrigado por uma vida cheia de coisas boas, e por uma amizade como já não se vê nos dias que correm. A diferença de idades que nos distinguia nunca foi suficiente para nos abrandar ou separar nas conversas, e apesar de muito novo, sempre foi possivel aprender algo que jamais encontrarei noutro lado. Obrigado Sr. Comandante..., obrigado por tudo!
Feliz vôo...

O sobrinho e amigo: Rui Carlos de Oliveira Tiago

sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Mundo pequeno.

Bom dia. Esta é mais uma daquelas histórias improváveis que tenho descoberto por ai, mas agora aconteceu-me a mim, por isso não tenham dúvidas de que é real...Tenho que começar por explicar esta foto: No ano de 99 ou 2000, este era o aspecto do telheiro onde habitualmente dormia o nosso Clio novinho. Curiosamente, naquele dia o espaço estava ocupado pelo Mini 1000 do "Ricardo de Montachique", que apesar de nunca ter falado nele, também fazia parte do numeroso grupo de ministas que outrora aterrorizava as estradas da região da Venda do Pinheiro e arredores, e que, naqueles finais de tarde de Verão, assentava arraiais em casa do meu sogro, quer para conversar, quer para dar uns toques e afinações nas máquinas que compunham o grupo, muito ao jeito do mais dos conhecidos grupos motards ou coisa semelhante. Foi a época alta da febre dos Minis, e não era raro juntar 10 ou 15 carros todos os dias e fazer micro concentrações sem querer. Claro que a vida dá muitas voltas e que por vários motivos, este tipo de coisas vão desaparecendo ou acalmando, e tendem a cair no esquecimento...Foi mais ou menos o que aconteceu com o nosso grupo. Com o passar dos anos, cada um seguiu a sua vida e mistíca perdeu-se. Um desses casos foi o Mini azul bébé que aparece debaixo do telheiro. Outrora campeão de corridas e participante habitual das aventuras dos mais novos do grupo, aos poucos deixou de aparecer, e sem darmos por isso, deixámos de saber o que lhe teria acontecido.
-"Talvez tivesse ficado lá para casa..."
-"Talvez..."
Por volta de 2001 ou 2002 deixei de saber que era feito dele. Apesar de o ter assistido durante tanto tempo e de lhe ter excutado a maioria das alterações mecânicas, desapareceu de vez. Claro está que a minha vida também seguiu em frente, comecei a oficina da Malveira, depois mudei-me para a Asseiceira e anos mais tarde, acabei por "aterrar" de pára-quedas em Figueiró dos Vinhos. Tudo isto ficou no passado, pelo menos pensei eu até ontem...
O Fausto é um entusiasta de clássicos daqui de Figueiró dos Vinhos, e como conversa puxa conversa, contactou-me acerca de um Mini que tinha comprado e que gostaria de saber minha opinião. Lá fui eu......e fiquei sem palavras. Apesar dos anos terem deixado marcas profundas no aspecto, o mais importante estava lá. O "Azulinho bébé" estava novamente á minha frente...
Pois é caros amigos: O mundo é pequeno, mas Portugal é ainda mais pequeno!-"Tantos anos sem saber dele, e foi preciso vir morar para tão longe para o reencontrar..."
E ainda há quem não acredite em coincidências...O 1275cc. que montei ainda lá está, assim como o escape "hand made" que fiz de propósito para ele......e até as famosas GT, que lutavam sempre com afinco para conseguir segurar o Mini dentro da estrada......e também alguns dos "extras" que o Ricardo fazia questão de ostentar no Mini. Curioso foi relembrar o porque daquele nome estranho......mas mais do que pintado de azul bébé, o 1000 estava definitivamente marcado...Agora descansa ao lado de outras preciosidades......e em breve vai começar o "ressurgimento".
Velho, cansado e abatido, o "Bébé" lá encontrou uma garagem nova e quentinha, e esta fantástica coincidência pode até ser um bom sinal. Vamos ver...
Claro que agora tenho que ir procurar os albuns de fotos antigos e tentar encontrar algo dele. Sei que tenho uma foto dele a ser pintado...
Espectáculo. De certa forma sinto que reecontrei um velho amigo...
Até breve.
RT

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

C.C.G. - O regresso aos post's...

Boa noite.
Por muitos motivos que não consigo (nem vale a pena...) explicar, os post's têm andado atrasados, mas parece ter chegado ao fim o periodo de abstinência...
...e logo com o 1000. Duas ou três horas chegaram para o devolver á vida, embora ainda faltem alguns detalhes...
...mas pelo menos já trabalha. O som do escape parece diferente e o pico de RPM's está mais alto do que nunca. O teste de estrada terá que ficar para outro dia, porque aproveitei o tempo para dar despacho a uma história que já me anda a aborrecer há algum tempo......este A+. É verdade, este 998 A+ já anda por aqui há demasiado tempo, e de certeza que os mais perspicazes já descobriram que se trata......do MOKE!!! É verdade! Finalmente consegui arrancar com o Moke. Não vai ser um restauro, mas pelo menos faço questão de o levar á IPO tipo B e ver se me devolvem O QUE É MEU!!! Sem querer entrar outra vez no campo dos desabafos......digo-vos apenas que pretendo que ele fique inspeccionado......pois só assim posso tirar proveito dele......nos dias em que o puder conduzir por essas estradas......tão belas que dominam a paisagem local. Embraiagem nova......porque do pouco que andei nele (sim..., já andei com ele na rua, há alguns anos...), lembro-me que já patinava......e que era das poucas coisas a substituir, a par com os retentores da transmissão......que deixaram a oficina da Asseiceira numa lástima. Vou tentar não complicar muito......e restringir-me ao essencial. Não há dinheiro nem tempo para mais. E sem querer fazer prazos......o Verão parece-me sempre a melhor altura para o "estrear" de novo, embora desta vez......com a ajuda do Miguel. Está em andamento, e espero não o abandonar tão cedo. Logo se vê.

RT

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Caixa de velocidades Mini - O final...

Boa noite. Finalmente consegui uns minutos para postar a montagem da caixa do Mini Marcos. A sequência não é tão seguida como eu gostaria, mas chega para ilustrar a ordem de montagem dos componentes mais importantes...Com o carter vazio, começamos por instalar o veio secundário...
...da forma inversa á desmontagem......sem o rolamento duplo no sitio. Facilita muito em termos de espaço disponivel, e pode ser montado depois sem problemas......assim como o veio primário. Este é o veio mais simples e fácil de montar da caixa, porque são apenas 5 peças que compõem o conjunto......que tem que entrar depois de apontar (sem fixar...) o tubo do óleo no sitio. Claro que o tubo é de pesca central......com o freio "home made" que costumo usar. De certeza absoluta que não sai do lugar. Altura ideal para apertar a porca do pinhão de ataque......com outro "best seller" cá de casa. É estranho, mas funciona. Com a primeira e a marcha-atrás engatadas ao mesmo tempo, o peso do carro faz o resto. É só apertar......e passar ao diferencial. Não é dificil, mas tem um truquezito......relaccionado com os apertos das tampas. Começamos por encaixar a maior......e com os retentores novos já montados......e o conjuto da mola do selector no sitio......aconchegamos LEVEMENTE a tampa grande. É preciso ter a noção de que o diferencial terá que deslizar para um lado ou para o outro, e se apertarmos demasiado a tampa, isso será dificil de acontecer......e a carga dos rolamentos poderá ficar mal dada. Inserimos as juntas nas tampas laterais......e com a tampa grande ainda aconchegada, apertamos as pequenas com força, e logo de seguida voltamos a aliviá-las. Esta operação irá centrar o grupo diferencial no carter, permitindo alinha-lo correctamente com o pinhão de ataque. Prestem atenção ao parafuso que usam neste local. Não pode ficar mais comprido que isto, ou terão problemas em meter mudanças. Depois disto......devemos apertar a tampa grande, e finalmente as pequenas... ...sem abusar. Isto são roscas de aluminio, e uma chave de luneta é mais do que suficiente para apertar os parafusos em condições. Por esta altura......a caixa já começa a parecer uma caixa a sério......e começamos até a ter tempo para reparar pequenos detalhes......com soluções criativas......mas que funcionam bem. Já com o fim á vista......faltava apenas tratar deste assunto: a folga lateral do carreto louco. Com a tolerância defenida entre 0,08 e 0,20 mm......o resultado foi este. Claro que tive que recorrer ao meu espólio de anilhas extra......e rezar para que tivesse alguma, ou algumas que me fossem uteis para este trabalho. Para não ter que ensair uma por uma......usei um micrómetro comprado na Feira da Ladra, em Lisboa. É verdade, este instrumento novo custou-me 10 euros na dita feira, e tem dado um "jeitão"...... poupando tempo precioso. Infelizmente......nem sempre resulta á primeira. Apesar dos meus esforços, a afinação não teve sucesso. Terei que recorrer a outra técnica, relaccionada com a rectificação da tampa, mas só irei mostrar lá mais para a frente. Por agora está feito, e espero poder mostrar o resultado final nos próximos dias...
Um abraço.
RT

domingo, 20 de Dezembro de 2009

Mini Metro - Futuro clássico???

Com o intuito de aproveitar algum do pouco calor que tem aparecido por aqui, decidi dar uma voltinha com o Metro, que tem estado parado nestes ultimos meses......e parece mentira, mas voltei e sentir o prazer de o guiar pela primeira vez. Aquele deslizar saltitante e a travagem soberba (para o tipo de carro que é...), fizeram-me pensar no futuro destes pequenos "mal-amados" da familia British Leyland.A verdade é que no seu tempo, não eram de facto a melhor coisa que havia, na verdade, acho que só tiveram o sucesso que tiveram graças ao nome Mini, e a maioria dos proprietários de Metros que conheci sempre me disse o mesmo: -"Não tinha nada a ver com o Mini". Tudo bem que não era fácil fazer melhor do que o fenómeno Mini, mas sempre que surge um modelo novo, a fábrica deveria tentar pelo menos acompanhar as outras marcas. Não foi o que aconteceu. O Opel Corsa, o VW Golf, o Renault Super 5, o Fiat uno e mais uns quantos, competiam directamente com o Metro, mas em determinado ponto da sua história, todos eles actualizaram as suas mecânicas e opções de conforto para conceitos modernos, mas o Metro ficou na mesma até ao ultimo dia.A caixa de 4 velocidades, as suspenções Hydrolastic e o seu design antiquado ditaram o fim, mesmo com as versões desportivas MG 1300 e Turbo. Numa nova fase descendente, a procura de peças para restauros de Minis veio deitar ainda mais abaixo o conceito Metro no sentido de automóvel. Mas a verdade é que o seu valor tem finalmente vindo a subir, quer graças á procura das mecânicas, quer ao seu estatuto de raro. Já não se vê um Metro na rua todos os dias, e isso vai ser a salvação de alguns. O meu já não vai ser desmontado, e pelo menos para mim, será um "futuro classico"...
RT

Peugeot Partner - "Cold beer on hot wheels"...

Bom dia. Hoje quero mostrar-vos um trabalho fora do contexto dos clássicos, mas por ser de quem é, e pelo seu valor em termos de carga habitual, merece o devido destaque, a Peugeot Partner do Rui da "petisqueira" ( http://apetisqueira.blogspot.com/ ) Marcada já á algumas semanas atrás, a distribuição já não podia esperar mais. Tinha mesmo que ser assim, ou corria o risco de chegar ao Verão ainda por trocar...O frio era mais do que muito, mas só de saber que estava a arranjar o carro que vai buscar as tão preciosas e admiradas "bujecas" para o pessoal, a vontade lá apareceu ao de leve...Habituado a ver tantos motores de Mini, de vez em quando até sabe bem alternar com outros movimentos. Mesmo assim ainda olho para estes motores do ponto de vista técnico Minista, sempre á procura de algo que possa ser usado para aumentar a performance dos pequenos série A. Mas este não era para desmontar, era mesmo para arranjar......e claro que encontrei um termo de comparação com os Minis, pena é que não era nada agradável. Dei por mim a pensar como é que ia trabalhar num espaço tão vasto......mas mais uma vez os Minis salvaram o dia. A práctica de anos á volta de motores com pouco espaço deu frutos. O que parecia dificíl..., foi realmente dificíl, mas fez-se. Prontinha para mais umas voltas, a Partner regressou ao dono, mas fiquei com pena de não a ver levar umas jantes do Saxo Cup ou do Peugeot 106 Rallye. Aposto que ficava um espanto. Parece que até já estou a ver o slogan:- "A petisqueira, Cold beer on hot wheels..."
Até á próxima.
RT

sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Caixa de velocidades Mini - Rolamentos de agulhas do veio secundário

Boa noite. Apesar da demora dos post's, as novidades vão surgindo, mas a escassez de tempo é muita e energia para postar tudo é pouca. Também quero informar-vos de que tenho recebido os mail's da C.C.G., mas ainda não consegui responder a todos. Espero poder fazê-lo em breve...
Hoje quero mostrar-vos algo que, apesar de parecer simples, é na realidade mais complicado do que se pensa: A substituição dos rolamentos de agulhas dos carretos da segunda e terceira velocidade do veio secundário.
Com os outros carretos todos fora, sobram apenas estes dois, trancados por umas anilhas. São precisamente essas anilhas que vos quero explicar como desarmar. Não será fácil, mas vou tentar ser o mais claro possivel nas explicações.
Começamos pela da segunda. É a mais fácil de desmontar, embora a mais dificil de montar. Com uma chave bicuda ou um furador, carregamos no freio para dentro do veio......e simultaneamente, usamos aquele furo para rodar a anilha até ficar alinhada com as estrias do veio......como na foto. Suavemente, puxamos a anilha para cima......e o freio fica á vista. Podemos então tirá-lo com um alicate de pontas, deixando a mola dentro do veio. Nesta altura já é possivel tirar o carreto......e o rolamento que está no interior. Aproveitem também para tirar a mola do freio. Viramos o veio ao contrário......e apontamos ao carreto da terceira. Esta desmontagem tem mais truques do que a outra. As fotos irão parecer iguais, mas são dos dois lados do veio. Começamos por rodar a anilha até bater num dos freios, já que agora são dois......e assim que empurrarmos o primeiro freio a bater na anilha para dentro, o segundo ficará a postos também......e com movimentos curtos e precisos, rodamos novamente a anilha, até o segundo freio ficar igualmente para dentro....e quando tevermos a anilha alinhada com as estrias, levantamos o carreto devagar, até surgir isto. Tenham em conta que o veio é furado de fora a fora, pelo que se carregarem num dos freios para dentro, empurram o outro para fora. É conveniente por uma das mão em redor do veio para evitar que algum dos freios saia disparado. Altura certa para tirar o rolamento de agulhas velho......que nos modelos antigos ainda se dividia em dois para poder ser montado no veio, uma vez que as estrias do carreto são mais largas do que ele. Segue tudo para a lavagem com diluente ou gasolina......e começa a parte mais dificil: A montagem. Se nunca fizeram isto antes, aconselho ter um manual á mão, pois existem peças que podem ser montadas incorrectmente. Começamos por instalar o rolamento novo......seguido do carreto e da anilha. Neste caso, a anilha até é fácil de montar, pois o carreto está preparado para o efeito......com dois pequenos furos auxiliares. Basta alinhar os furos com os freios e carregar para dentro num de cada vez. Carregamos num ao calhas e presionamos a anilha para não o deixar sair, e ao carregar no segundo, a anilha desce sem esforço. É só rodá-la e está montado o primeiro rolamento. Vamos ao da segunda...
...que já tem o rolamento novo no sitio, tal como o freio. Espalha-se um pouco de óleo antes de montar......a anilha na posição dela. Reparem nos rasgos desta face. Um deles é maior, e deverá ficar alinhado com o freio......assim! Agora é a altura de estarem calmos e concentrados. Momento ideal para escacilharem um cigarro se fumam. Quem excutar isto em menos de cinco tentativas é um mestre sem duvida... ...porque não existe uma fórmula ou procedimanto especifico que nos ajude. Eu recorro a este sistema: Uma bracadeira velha, cortada em bico, dobrada com a mesma largura da anilha e uma boa dose de paciência. É de facto um truque "manhoso", mas funciona lindamente, ou quase......mais óleo para cima do veio. O óleo é importante para garantir que até estar montada, a caixa não enferruja, porque por vezes, entre esta parte e o final passam muitos meses...
Vamos ao "truque" nº 2......a luva e o sincronizador da primeira/segunda velocidade. Se ficar mal montado, só se aperceberão disso quando a segunda custar a entrar, e só conseguem corrigir o problema quando tiverem estas duas peças outra vez nas mãos. Usem a imaginação para calcular trabalho e prejuizo que terão......por causa de algo tão simples. Este carreto parece simétrico quando não se presta a devida atenção, mas reparem bem na diferença entre a altura da aba interior deste lado......e agora vejam esta. São dois milimetros a mais, que fariam toda a diferença. A parte mais baixa fica virada para o carreto da segunda e a mais alta para a primeira. Escrevam isto no vosso quadro de ferramenta, ou na falta de um, num sitio em que tenham que ler a frase umas trinta vezes ao dia. Eu aprendi da pior forma possivel, e agora que vos avisei, vejam lá se se esquecem. No meu tempo ainda não havia blogs com fotografias, mas bem que desejei poder ver um. Bem..., vamos a outro "biscate"......agora que sabemos a posição correcta das peças. Com os dentes da luva para baixo e a aba interior larga do carreto para cima, apontamos as esferas, com os carretos devidamente alinhados nos rasgos interiores......e com a destreza de um pianista, pressionamos as três esferas em simultaneo. O risco desta operação está no facto de que, se não encaixam tudo á primeira e deixarem a luva subir, as esferas vão parar debaixo do ultimo móvel ou bancada em que as tiverem que procurar, se algumas vez as chegarem a encontrar. Dica preciosa: Façam isto dentro de uma caixa da "Tupperware" suficientemente grande. Deste modo reduzem as chances de elas desaparecerem para sempre.......durante esta parte. Agora é só carregar para baixo... ...até "estalar". O som das esferas a entrar nas caixas indica que está montado o sincronizador, e aproveito a dica para vos falar acerca de outras peças bastante importantes, tais como......as anilhas sincronizadoras. Estas anilhas cónicas são responsáveis pela engrenagem suave e silenciosa das nossas mudanças, pois como o seu nome indica, "sincronizam" as velocidades de rotação dos carretos, para que os dentes dos sincronizadores possam deslizar e engrenar sem esforço nos dentes dos carretos das velocidades. No fundo......a sua forma cónica actua como uma espécie de embraiagem sobre o carreto. Notem que um carreto pode estar a girar a 200 ou 300 rpm e, numa fracção de segundo, ter que passar para 600 ou 700 rpm ou mais, e isto ocorre cada vez que uma mudança é engrenada. Agora faz mais sentido porque é que ouvimos dizer que as reduções "á Fittipaldi" dão cabo das caixas...
Com o sincronizador no sitio......posicionamos o casquilho do carreto da primeira......até encostar ás estrias grossas. Anilha no devido lugar e posição......seguida do rolamento novo......e do carreto da primeira. E com isto tudo temos o nosso veio secundário pronto a montar.
Para a próxima vou tentar mostrar-vos mais alguns componentes da caixa de velocidades do Mini.
Espero que tenha sido elucidativo e que vos seja util no futuro, quando repararem a vossa caixa.
Obrigado
RT

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Os Minis e o Inverno...

Bom dia.
Já chegou!!! O Inverno já chegou á serra, e parece que agora é de vez...
Mesmo dentro de casa deu para sentir que o frio tinha chegado, e foi de manhã que confirmei até que ponto foi sério. O oito e meio foi o primeiro a sentir os efeitos do gelo, mas não foi o único...
...porque tudo o que estava no quintal ficou branco!. Ainda não foi nada sério, até porque o ano passado teve dias muito, mas mesmo muito piores......,mas ainda é cedo. Para agora serve apenas para anunciar que o frio chegou......e trouxe a beleza de imagens como estas......mesmo á porta de casa......transformando o simples acto de ir ao café num espéctaculo de viagem. As estradas ainda não escorregam, mas com um bocadito de sorte, este ano ainda faço a minha própria versão do "Monte" mesmo aqui ao lado. Logo se vê...
Abraço: rt

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Caixa de velocidades Mini - A reparação.

Boa tarde.
Como vos tinha dito, apareceu por aqui uma caixa de Mini para reparar. Não seria grande noticia se não fosse por um detalhe: esta caixa não é mais nem menos do que a caixa de um Mini Marcos. É verdade! O Sr. Carlos Maciel tem um "Marcos", e antes de fechar o motor, a caixa tinha que ser revista. Como na realidade é 100% igual á do Mini, aproveitei para vos mostrar como é a sua reparação. Não vou mostar como se tiram as tampas, porque basicamente todas são para tirar e basta desapertar tudo o que as segura no lugar...Pintada de "vermelho racing", esta caixa é um bom exemplo do que pode ser uma catástrofe para o motor a curto prazo. Á primeira vista parecia estar tudo em bom estado...
...e começou a desmontagem. Abrem-se os freios de metal......sacam-se as falanges de transmissão......com a peça maravilha. Por ser fácil de fazer e dar um jeitão incrivel, aconselho-vos a fazer uma igual. Quando estamos debaixo deles e com o motor no sitio são mesmo preciosas...Falanges fora, desapertam-se os parafusos das tampas laterais e da tampa do diferencial......e depois de tirar o diferencial do sitio, surge isto. O selector das mudanças. Neste caso em ponto morto......e através do veio, vamos rodá-lo para a esquerda......até sair da posição na totalidade. Reparem que apenas a peça mais saliente é que move os veios das forquilhas (baladeros), porque a peça mais larga é simplesmente para impedir que seja possivel mover mais do que um veio em simultaneo. Neste caso, é precisamente isso que queremos......para poder encostar uma chave de fendas no sincronizador da 1ª e 2ª......fazendo-o deslizar para engrenar a 1ª......e logo de seguida......repetir com o carreto da marcha-atrás. Neste momento temos os dois carretos mais robustos engrenados ao mesmo tempo, o que significa que temos os veios trancados da melhor maneira possivel. Qualquer outra forma de segurar os veios pode originar estragos irreversiveis na caixa. E porque é que queremos trancar os veios??? Para que se possa encaixar uma chave de caixa alta nº 38......na porca do pinhão de ataque do diferencial......e desapertar a porca sem estragar nada. Uma tábua para não riscar as faces de união ao motor, e encostar uma embaladeira em cima do cárter continua a ser a melhor maneira de evitar que a caixa se mexa, com a vantagem de ser preciso apenas uma pessoa para excutar a manobra. É o que faz trabalhar sozinho, aprendemos a desenrascar...Depois do estalo, a porca sai com facilidade......e o pinhão vem logo atrás......deixando o rolamento do veio secundário á nossa mercê......para desmontar a falange que o segura. Tiramos o freio do veio primário e da marcha-atrás......puxamos o tubo do óleo para fora......e num instante......ficamos com o veio primário na mão. Claro que......não devemos esquecer as anilhas que estão em ambos os lados. Por esta altura estamos prontos para o veio secundário......mas antes ainda, temos que desmontar o veio de entrada. basta sacar um freio......que pode dar algum trabalho a sair......e dar um "empurrão" ao rolamento......que ele sai facilmente.E começam as surpresas......ou nem por isso. Estes rolamentos são a principal causa de mortalidade nas caixas Mini, porque quando estão neste estado, tendem a saltar do lugar, e além de ficar com os veio soltos e com os carretos desalinhados, a caixa ainda tem que os "mastigar" entre os carretos que giram a alta rotação. É verdade..., esta safou-se por um triz!Bom..., com mais jeito ou menos jeito, retira-se o rolamento grande......e o nosso veio fica suficientemente livre para subir pela parede do cárter......e ver a luz do sol pela primeira vez em muitos anos. E agora que se vê o fundo......é a altura certa para tirar o pré-filtro do óleo.Como temos que desmontar a anilha sincronizadora da 3ª......pomos o veio dentro de um saco de plástico......podemos calmamente fazer saltar as molas do sincronizador, sem ter que passar as próximas 2 ou 3 horas á procura das minúsculas molas e esferas que estão no interior da luva. Se não usarem um saco, pelo menos usem uns óculos, porque apesar de pequenas, estas esferas parecem tiros a sair, e com a vista não se brinca...Após desmontar o casquilho que segura o sincronizador, com a ajuda de uma prensa ou um martelo de teflon (se estiver leve...), podemos montar o sincronizador na luva e ir tomando nota mental ou fotográfica da posição de todas as peças, porque na hora de repor tudo no devido lugar, vão surgir duvidas que só desaparecem depois da quarta ou quinta caixa...Arquivam-se as "provas"......e tira-se a foto para a posterioridade. Agora é a vez da lavagem e da limpeza, enquanto o material não chega... Para os mais perfeccionistas, é a altura ideal de prepararem tudo com extremo cuidado, e ir aproveitando para contar os dentes dos carretos, tomando notas, etc, etc...
Não foi o post mais perfeito acerca do assunto, mas pelo menos deve servir de "rampa de lançamento" para quem se quiser aventurar no admirável mundo das engrenagens e das velocidades, sobretudo se tiver uma caixa suplente que possa usar no caso de não dar conta do recado...
Na montagem irei focar os aspectos realmente importantes acerca da caixa do Mini, pois é na montagem que tudo pode falhar. Na verdade, desmontar é a meu ver, a parte engraçada da reparação, pois é na verificação e montagem de todos os componentes, que esta espectacular obra de engenharia mecânica vai ou não resultar.
A "Revista técnica automóvel", o manual da "Hynes", a biblia do David Vizard, etc, são edições muito uteis para este trabalho, e foram a minha principal ajuda no inicio, mas acreditem que só mesmo a práctica consegue fazer desaparecer aquela sensação de dúvida se isto alguma vez volta a trabalhar, pois nem tudo vem nos livros..., ou nos post's...
Um abraço: RT

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Classic Car Garage - Grão a grão...

Bom dia.
Apesar da minha folga ser mais pequena do que gostaria, lá consegui arranjar maneira de dar um salto á Venda do Pinheiro para um jantar em familia, mas claro que não ia voltar de "mãos vazias" para cima. No meio de toda a confusão a que está entregue a minha antiga baiuca e da evidente falta de espaço no Corsa "junex", ainda foi possivel encontrar algumas reliquias que conseguiram preencher de forma muito honrosa o pequeno espaço deixado livre pelo GPL...
Não queria abusar do modesto 1200cc., mas só não trouxe mais porque não cabia. É uma espécie de tortura maquiavélica, ter que ver as minhas coisas que tanto me custaram a juntar, passarem pelo esquecimento, e ainda por cima tão longe de mim, mas grão a grão...
...enche a baiuca as prateleiras. Tudo tem uma história e um passado já com alguns anos na minha mão, sobretudo da época da abundância......em que ainda se podia encontrar e comprar material usado......com "relativa" facilidade......e de grande simbolismo...Claro que ainda é possivel fazê-lo, mas creio que para mim já está terminado, pelo menos no que respeita a Minis......porque duvido muito que até venha a usar tudo o que tenho, mas gosto de saber que posso fazê-lo quando me apetecer. Não olhem para isto como "açambarcadorismo", mas sim como um real esforço em ter um legado. Foram muitas as vezes que desisti de algo para poder comprar mais um parafuso ou uma jante, mas sou assim......determinado! Agora é tarde para mudar......pelo que o melhor é continuar em frente......tentando sempre fazer melhor do que ontem......sem nunca esquecer de aprender com os erros......e relembrando constantemente o real valor das coisas. Por exemplo, isto não é um volante velho, é o volante que vinha no meu Morris 850 verde de 63, e que foi construido á mão pelo Sr. António (antigo dono...) a partir de um original, quando trabalhava como serralheiro na Carris. Quando comprei o carro, contou-me, entre outras histórias, que o fez de propósito para oferecer ao filho que, infelizmente, acabaria por nunca regressar do Ultramar, e que foi esse o motivo porque nunca se desfêz dele, até ao dia em que mo deu com uma lágrima a correr pelo rosto abaixo...Vale algum dinheiro? Não, não vale..., vale apenas a história que tem, e o que isso representa para cada um...
Para mim vale apenas mais do que todo o ouro do mundo...Mas deixemo-nos de coisas tristes e voltemos ás curiosidades. Este motor JLO chegou muito recentemente ao acervo da C.C.G., e se tiver potencial, vai equipar um novo projecto que pretendo excutar no prazo de três ou quatro anos, e mais não digo para não falhar...E finito!!! O Corsa não conseguiu com mais, mas foi o suficiente. Em breve haverá mais novidades...
Abraço: RT

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

C.C.G. - "-Nunca digas nunca..."

Bom dia. O titulo deste post tem a ver com uma "espécie" de promessa que tinha feito a mim mesmo: Tão depressa não arranjo mais nada a não ser os MEUS Minis!!!". Bravo! Grande! Que palavras tão graciosas, pena é que..., não duraram muito.O primeiro a boicotar as minhas intenções foi logo o meu Corsa A Junex Power (gpl...), porque, logo após ter substituido a distribuição...
...tive que a tirar de novo. A bomba de água começou a "cantar" demasiado alto para o meu gosto, e com isso aprendi duas coisas: 1º- Nunca pensem que é o alternador sem o testar realmente, e, 2º- Existem 3 tipos de bomba de água para este modelo de motor, e se não levarem a velha para amostra, só acertam á ultima tentativa. Bom, quando ia todo lançado para acabar o 1000, surgiu algo simples que não iria fazer grande diferença......porque trocar uma rela não pode ser assim tão mau, ou pode??? Com mais de 400.000 km's, este 1.5 TD já começa a dar sinais de algum reumatismo, e em busca da rela perdida......encontramos a junta da cabeça mágica. A fuga era mesmo a sério, e mais uma vez, o 1000 vai esperar uns dias......mas claro que não é grave. O pior de ver é o 850 e o Moke á chuva, mas prefiro que sejam eles do que eu. Claro que o telheiro é pequeno, mas é o que há por agora...
"- Bem..., acabando isto mando-me logo ao 1000..." Sim...aposta muito nisso!!!E eis que de repente, vindo de um ponto luminoso no céu, cai uma caixa de velocidades muito curiosa em cima da bancada......que encerra dentro de si uma história muito engraçada relacionada com um modelo muito especial da grande familia Mini. Hoje não tenho tempo de a contar, mas ainda esta semana espero poder mostrá-la a todos vós, e explicar melhor a origem desta caixa.
Ah..., e claro que adoro isto. O meu mini é bom por isso. É meu e não há pressa, pelo que posso ir divagando noutras direcções. Pena é isto ainda ser uma espécie de hobbie e não um caso sério, mas enfim, é curtido na mesma...
RT

domingo, 22 de Novembro de 2009

Mini 1000 - O charriot flutuante...

Bom dia. Como vos prometi, durante o fds ainda daria noticias do 1000, e como tal, aqui estão elas...Aproveitei o facto de o motor estar fora para acabar de vez com charriot da frente tipo flutuante. O charriot flutuante é o modelo mais moderno de charriot que apoia em cinoblocos de borracha, ao contrário dos mais antigos que eram fixos directamente na carroceria. E tal como o nome indica, "flutua" mesmo, ou seja, não é 100% sólido com o carro...Na verdade, conseguem-se mesmo ver e sentir as oscilações da carroceria quando o motor está no sitío. Isto foi uma das formas que a fábrica encontrou para reduzir as tão características vibrações dentro do Mini, que alguém acreditou serem de facto relevantes para quem compra um carro destes..., pois...
E para evitar desligar os travões, optei por fazer a modificação por fases, sem tirar o charriot do sitío, e trocando peça a peça. O novo kit é igual ao de origem, mas simplesmente tem todas as peças em metal e não de borracha. O conforto é muito secundário quando queremos um Mini 101% puro...Sem o motor consigo suportá-lo assim, e deu mesmo muito jeito. Este guincho eléctrico do LIDL tem sido uma boa ajuda...Os tais apoios (ou cinoblocos...) flutuantes. Apesar do metal em ambos os lados, o interior deles é inteiramente de borracha, e não existe nada sólido entre o charriot e a carroceria, por este motivo é que o charriot anda de um lado para o outro, como se estivesse solto. Acreditem que se nota a diferença em curvas a sério. O carro age algo descontrolado...E que tal? Metal puro e duro! Totalmente sólido......fixo tal qual como de origem......em todos os sentidos. Deste lado já está. Vamos para cima e para os da frente......que claro está, também eram de borracha......mas por pouco tempo. Tiram-se os velhos......e presta-se alguma atenção aos novos. Reparem que existem dois tipos de anilhas. Não é dificil perceber qual é a inferior......mas claro que todas levam disto. Massa cobreada, ou massa de cobre. O aluminio vai oxidar e o ferro vai enferrujar, mas usando esta massa, tenho muito mais hipóteses de um dia conseguir tirar tudo outra vez sem grande esforço, e já não é a primeira vez que isso acontece mesmo. Há que prevenir...As inferiores já estão em posição, e com o charriot descaído, é altura de ir para as da frente......que são as mais estranhas do conjunto todo. Apesar de fazerem rigorosamente o mesmo trabalho, têm um aspecto algo diferente......mas mesmo assim, fáceis de montar no sitio......sem grande esforço......e até de várias maneiras. Podem ser montadas mesmo no final de tudo apontado. A frente de chapa do carro permite alguma folga preciosa...
Com tudo no lugar......sobra uma carrada de apoios em bom estado que poderei usar noutro carro qualquer. Talvez no Moke. Os pernos com os ganchos foram trocados por parafusos mais robustos e compridos. Davam para montar, mas optei por usar parafusos de aço e abdicar das argolas. Puxar um Mini por ali pode causar alguns disabores. Já vi um descer de cima de um reboque por ter partido a argola mesmo a chegar ao cimo da rampa...Bom..., com ou sem argolas, o charriot já está no sitio, e desta vez com uma montagem sólida. Metal com metal......em todos os lugares suspeitos......devem garantir uma condução diferente......e mais eficaz.
Espero ter perdido para sempre aquele efeito de pneu vazio que algumas vezes me assustou em momentos complicados......e por falar em pneus, em breve irei postar uma novidade no dominio das jantes, mas só lá mais para a frente......pois o orçamento não estica. Fica a faltar o charriot traseiro, mas antes de começar com ele......ainda tenho que trocar os foles de direcção rotos. Por hoje está feito, mas durante a semana quero acabá-lo e dedicar-me a enfiar o novo motor lá para dentro. Começa a crescer "aquela" curiosidade típica de exprimentar algo novo e descobrir se resultou. Darei noticias assim que possivel...
RT

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Mini 1000 - Está em movimento...

Boa noite. Apesar de ter saido de casa por volta das 05:30 da manhã, ainda consegui tirar o motor ao 1000 hoje. Está frio, estou cansado, mas o motor está cá fora...Tinha ficado preso apenas pelos apoios...
...e meia hora chegou para acabar o trabalho......que envolveu tirar o LCB para garantir que o motor passava sem arrancar nada fora...
Depois de sair......tive então oportunidade para registar algumas das diferenças entre este A+ de um After Height de 90 e do A+ de um Metro de 88. O tal tubo da cabeça......a polie fina de chapa com encaixe para captor de rotação ( para excutar diagnósticos e afinações) e o apoio de motor também em chapa......o tubo de alimentação do manómetro da pressão de óleo......em lugar da válvula. Por hoje está feito......e com o Miguel ao colo, me despeço até amanhã, com promessa de trazer mais novidades ainda este fim-de-semana!
RT

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Mini 1000 - A contagem final...

Boa noite.
Foi preciso chegar ao fim do ultimo dia de férias para conseguir enfiar o 1000 na "mesa de operações". A contagem final já começou e não há regresso...
Com o novo "coração" mesmo ali ao lado, o milagre começou......nas calmas. A ultima foto deste A+ que tantas emoções nos deu, mas aquela caixa disse tudo, e o rapport do Metro parece realmente mais adequado para o uso nas estradas da região. Vamos aguardar para ver. Para já......tiramos o capôt para "meter" as mãos á vontade...Reparem na tal borracha que evita a água de cair em cima do carburador. É uma espécie de "salva motores". E com meia duzia de parafusos tirados......o aspecto começa a ser outro. Montado á tão pouco tempo, o motor não oferece a habitual resistência com parafusos moidos ou gripados. Tudo saiu na perfeição......e tive a oportunidade de ir revendo velhos amigos. O meu distribuidor electrónico que tantas vezes me levou á barreira das 6000 RPM sem chatices......e o tal suporte que me permite usar uma embraiagem tipo VERTO......assim como o colector de aluminio que suporta o HIF 38 e o respectivo filtro JR... ...longe do calor excessivo provocado pela indução do admirável LCB que melhorou bastante a forma de libertar a potência do pequeno 998 cc...Uma montagem tipo "bolt on" sem duvida, mas espectacularmente bem equilibrada na relacção fiabilidade/rendimento, e de fácil manutenção também...Chegada a hora de ir "lá a baixo", comecei por libertar os cubos e ganhar algum espaço nas transmissões. Claro que já tinha retirado óleo do motor......mas ainda assim encontrei bastante fora do cárter. Como é para desmontar, não me preocupei muito em lavar......mas ainda assim fui reencontrando pequenos detalhes que assinam o meu trabalho. Nos meus carros, em vez da habitual cavilha elástica de aço, uso um parafuso de 4mm para facilitar a desmontagem, e após ter posto a alavanca na posição de marcha-atrás sem estar totalmente engatada... ...o veio saiu facilmente. Esta modificação é somente para evitar usar o martelo e o punção para desmontar a cavilha, pois de resto funciona do forma 100% igual......assim como o "saca-falanges". Não é o modelo mais perfeito, mas funciona bem. Os seus bicos rampeados fazem saltar as falanges sem estragar nada. Basta uma pequena pancada e o freio cede sem esforço.
A chuva que cai incessantemente e o frio que varre todo o ambiente do meu humilde telheiro fazem-me deixar o resto para amanhã, na vã esperança de um dia melhor...
"As suaves e melodiosas vibrações de um violino e do piano seu companheiro, fizeram chegar até mim estas palavras que escorrem de meus dedos, e que, num gesto tão puro e genuíno, vos apresento em forma de pensamentos ou histórias de um quotidiano simples e frívolo, que vou tenazmente tentando fazer brilhar no meio de tanta escuridão... A bela juventude escapa-se do mundo como o universo no tempo, mas o viver jovem, esse fica para sempre dentro e fora de nós. Talvez mesmo em todo o lado, como o pensamento do Homem...O doce aroma de um sonho próximo avisa-me das longas horas do dia, mas de alma descansada e sorriso rasgado, me despeço de vós, com a promessa de voltar em breve. Adeus caros amigos Brahms, Mendelssohn, Beethoven, Bach, Schubert, Chopin e tantos outros...

Isto não é apenas musica, é Liberdade!"

RT