sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"Essential statera" - Uma questão de Espírito!

Bom dia


O Espírito!

Na minha opinião...:

-Restaurar Automóveis antigos é acima de tudo um gosto. Ou na realidade, uma paixão. Não deixa de ser um trabalho como outro qualquer, mas é feito com muito mais sentimento, quase como uma relação. Para reconstruir um carro não basta ser mecânico, bate-chapa ou pintor, é também preciso ser artesão, inventor, engenheiro e autor!!! É desfazer o que o tempo fez e refazê-lo ainda melhor, sendo esta apenas uma expressão muitíssimo superficial acerca do conceito...
Claro que envolve um elevado nível de compromisso e dedicação, mas é acima de tudo, uma questão de ter ou não ter o tal "Espírito"... No entanto, também há todo um outro lado racional, da medida, da despesa e do compromisso. Oiço cada vez mais aquele ditado que diz "não se deve misturar negócios com prazer", e infelizmente, apesar de não concordar com essa ideia, tenho que dar cada vez mais razão a essa frase que detesto... Por definição, uma paixão não pode nunca ser racional, senão é apenas mais uma tarefa, e gostar por "ter que gostar", é por si só, sinal que algo falhou, ou está a falhar... Tal como em qualquer tipo de relação, também o tal "Espírito" tem altos e baixos, onde nem sempre é possível chegar a um compromisso paixão/razão assim tão simples ou linear...
O ideal seria um equilíbrio entre ambas as partes, mas infelizmente, nem sempre é possível, e neste momento, a minha "mistura" entre prazer e negócio não está de todo equilibrada. É um dilema sério, porque se é verdade que a razão (negócio) comanda, também é legitimo afirmar que a minha paixão (prazer) é aquilo que me define, sou "Eu", logo, para que o meu negócio exista, "Eu" tenho que existir em primeiro lugar. Abdicar do prazer em função do negócio é logo à partida uma sentença mortal, pois nada funciona sem uma base, um principio, que neste caso sou "Eu", o Gostar e o Prazer de fazer...
Assim sendo, necessito de encontrar uma forma de restabelecer esse equilíbrio, nem que tenha que alterar todas as "condicionantes" que não dependem exclusivamente de mim, até porque "Eu" sou o que era, e continuarei a ser, e mesmo que a vertente "negócio" não entenda as minhas definições, cá estarei para explicar que, se tiver que mudar assim tanto por questões de "negócio", então que se acabe o "negócio", pois "Eu" não posso mudar, prefiro antes encontrar outro tipo de "negócio" que restabeleça o tal equilíbrio e me devolva o tal "Espírito" , até porque foi isso que me fez chegar até aqui, longe de mais para agora ter mudar, especialmente por questões de "Negócio"...!
O dinheiro ás vezes até faz muita falta, mas os "Eus" não se medem em dinheiro, medem-se em Valor!!! Quem não entender isto..., então não "Me" entende de certeza! A vida não é um programa de televisão de 45 minutos, e mesmo esses falam em muitos milhares...
Até breve..
RT

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O pó que nos separa...

 Bom dia.

Musica: https://youtu.be/ul8_eYqu2Ho

Hoje tive que ir procurar umas peças numa arrecadação que não uso há já algum tempo... Foi como voltar atrás no tempo... 
O Clio sofreu um pouco com a brincadeira, mas acho que esta foi a primeira de umas valentes viagens a fazer em breve, muito em breve...
Que giro é reencontrar certos artigos que julgava nunca mais ter que ver..
 ... sinais de um passado que começa a ficar distante...
 ...mas que ainda está bem presente.
 ...embora muita coisa não fizesse assim tanta falta...
 ...foi preciso "coragem" para que hoje estivessem aqui...
 ...ainda que nem todos entendam, naquela altura não havia internet, e as peças não choviam do céu...
 ...e mesmo hoje em dia, nem tudo se encontra...
 ...a não ser que estejam por ai guardadas nestas arrecadações...
 ...á espera de quem as aprecie tanto como eu...
 ...que abdiquei de algumas "manias modernas" para poder fazer isto...
 ...e embora nem todos os "entusiastas" entendam, aqueles que realmente gostam, sabem o que quero dizer. Não querendo agradar e nem tão pouco desagradar a ninguém, resta-me apenas concluir dizendo que: se não fossem "maluquinhos" como eu, este tipo de artigos tinha desaparecido há muito tempo... Foi preciso procurar, encontrar, comprar, guardar,e ainda assim, ao fim de tantos anos, ouvir certos disparates de que não vê além da ponta do próprio nariz... Em breve mostro o que quero dizer com isto, com algumas "tralhas velhas" ainda bem mais "interessantes"...

Boa continuação!

RT
 

sábado, 6 de janeiro de 2018

Cada vez mais..., cada vez melhor!!!

Boa tarde.




Bom 2018 para todos. Uma amostra dos primeiros dias...!!! Até já...




 RT

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Anilhas sincronizadoras da caixa de velocidade Mini

 Bom dia.

Musica: https://youtu.be/NKDt8Ks-LYw

Os post's têm estado um pouco calmos, mas como surgiu a oportunidade de mostrar algo que me têm pedido tantas vezes, aqui fica uma breve explicação: O que são as anilhas sincronizadoras e o que fazem dentro da caixa de velocidades. 
Para o post usei uma caixa Mini, mas o conceito é válido a todo o tipo de caixa de velocidades normais.

As anilhas sincronizadoras servem para ajustar a velocidade entre dois carretos, fazendo com que ambos rodem à mesma velocidade no momento em que se engata uma mudança, tornando a operação mais suave e fácil para o condutor. 
Devido à natureza do seu trabalho, ao estilo de condução e ao tipo de manutenção da caixa de velocidades, a vida útil de uma anilha sincronizadora varia muito de caso para caso, e dentro da mesma caixa de velocidades, existem diferentes situações de desgaste. Por norma, as mudanças mais "altas" sofrem mais desgaste, porque para além de trabalharem com rotações mais elevadas, também são mais utilizadas do que as mudanças mais lentas.
As anilhas sincronizadoras estão montadas no veio secundário, entre os carretos e os sincronizadores, e como disse antes, no momento de engrenar uma mudança, vão equilibrar as velocidades entre ambos, para que os dentes dos carretos possam deslizar suavemente e encaixar com sucesso. 
Este é o nosso veio secundário da caixa Mini...
...e este o veio de entrada. Aqui surgem algumas duvidas em relação aos nomes dos veios. Eu designo este veio como veio de entrada (que neste caso acaba por fazer parte do veio secundário quando montado), mas já vi chamarem a isto veio primário. Para mim, o veio primário é o veio sólido que faz rodar o veio secundário. No caso da caixa do mini o veio primário é accionado por este veio pequeno (da 4ª velocidade) e talvez a confusão venha dai... Bom, de qualquer maneira...
esta a disposição geral da caixa do Mini. De "cima" para "baixo:

1 -Carreto da marcha atrás.
2 -Veio primário ( ou trem fixo).
3 -Veio secundário, com o veio de entrada já no sitio e com o pinhão de ataque montado.
4 - Diferencial, ou relação final.
E chegamos então ás ditas anilhas sincronizadoras. Na foto, a anilha da 4ª velocidade. Embora não arranhasse as mudanças, surgiram duvidas do estado delas quando analisadas, e por muito que se tente, a melhor maneira de ter a certeza é mesmo desmontar, ou montar logo novas e pronto.
Reparem que o carreto tem uma parte cónica e a anilha é inversa.
Quando apertados entre si (pelo sincronizador, ou mais concretamente, pela luva do sincronizador...), as faces cónicas friccionam tipo embraiagem e acabam por ter que rodar á mesma velocidade, desde que ainda exista material suficiente em ambas as partes...
 ...que numa análise mais atenta revelou já estar no limite..., porque se na quarta velocidade a anilha já se encostava muito ao carreto (sinal que as faces cónicas já estão muito gastas...)...
...a folga que surgiu no lado da 3ª ainda levantou mais duvidas. Quando estão gastas, as anilhas apresentam demasiada folga, e era exactamente o que tínhamos aqui..
...e estava muito fácil de ver. A anilha da esquerda (3º velocidade) até estava polida de tanto roçar no carreto, sinal que está para lá de gasta...
...porque em vez disto...
...tínhamos isto! Reparem que não existe espaço entre a anilha e o carreto, pelo que as faces cónicas já não conseguem trabalhar em condições...
Agora é só verificar as restantes anilhas e carretos e substituir o material estragado. O meu conselho é para não pouparem nesta parte, porque pelo preço de 4 anilhas não vale a pena ter que desmontar o motor e a caixa novamente. Usem 4 anilhas novas, mas verifiquem sempre como é que elas encaixam nos carretos da vossa caixa, porque os carretos também se gastam... 
Também há rolamentos, veios interiores e mais uns truques para falarmos acerca das caixas Mini, mas vamos deixar para outro post mais aprofundado.
Espero que tenha sido esclarecedor.

RT

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Mini...,what else???

 Boa noite...

Pink Floyd! Uma das melhores de sempre...: https://youtu.be/MKY_t0hCwm4

Antes de mais, quero que saibam que há já bastante tempo que não tinha tanta dificuldade em escolher um titulo para um post, pois acredito que o titulo dita o resultado do conteúdo, e, ou se acerta em cheio..., ou se falha por um quilómetro!! Por esse motivo, o titulo é algo que deve ser muito bem ponderado, mas neste caso..., bem...,neste caso não foi nada fácil. Na verdade nem eu sabia o que havia para dizer acerca deste mini, por isso o titulo de hoje é tão vago...
É difícil formar uma opinião acerca de um resultado que tão pouco tem para acrescentar, em que tudo foi pensado e levado a cabo com tanta atenção que pouca margem existe para melhorar o que quer que seja... Desde a montagem, passando pela cor (Azulinho...) ao Cooper look retro, este Mini acertou em cheio!!! Independentemente se gostamos disto ou daquilo, se faríamos isto ou aquilo diferente, a verdade é que quem o vê ao vivo gosta do que vê, e mais..., gostavam de o levar para casa, nem que fosse apenas para olhar para ele...Um Mini que consegue tanto consenso e admiração é de certeza um vencedor!!! 
Ainda assim, e porque a evolução é algo que persegue todos os dias, até os mais perfeitos precisam de atenção constante, e porque as necessidades mudam, também as máquinas devem ser ajustadas ás novas exigências, e é disso mesmo que vamos falar hoje..
...da necessidade de mudança. Face ao novo tipo de utilização que este simpático Mini vai ter, a caixa de velocidades necessitou de algumas alterações para poder acompanhar o mais recente ritmo de vida da máquina. Nada de muito especial, mas uma vez que as distâncias aumentaram e cada vez mais alcatrão terá ter que passar debaixo daqueles "Yokohama", um rapport mais longo é mesmo algo a considerar, quanto mais não seja para assegurar uma vida mais folgada ao ponteiro da rotações, mas também ao meio ambiente, e claro, à carteira! 
Tal como "Pandora", também esta caixa surge com algumas surpresas, que embora mais comuns noutras andanças, acabam por ser raras de ver num 998 de utilização diária. Um "cross pin" já é coisa de outro "campeonato" e demonstra bem que não é apenas a estética que está aqui em causa...  
Já agora, e porque a oportunidade surgiu, aproveito para mostrar um pequeno diagrama que tomei a liberdade de fazer para poder ajudar a compreender o noção de "rapport", ou relação entre carretos... Começo por explicar que o valor de uma relação é normalmente dado ao carreto que exerce o movimento no outro, e que esse mesmo valor reflecte basicamente o numero de voltas que esse mesmo carreto terá que fazer para que o outro atinja uma volta completa. É simples, ora vejam...  
Os carretos pequenos da foto (pinhões de ataque 1 & 3) são responsáveis por fazer girar as rodas de coroa dos diferenciais (2 & 4), e por terem um diâmetro consideravelmente inferior, necessitam de um "X" numero de voltas para poderem alcançar uma volta completa no carreto que vão impulsionar. Neste caso concreto, o carreto 1 terá que perfazer 3.44 voltas (Numero de dentes do carreto maior a dividir pelo numero de dentes do carreto menor ((62 para 18 = 3.44)) o que equivale a 3 voltas completas e 44 partes de 100 da volta seguinte, sendo 44% de 360º = 158.4º sensivelmente, logo 3 voltas e 158.4 graus...) para uma volta do carreto 2, ao passo que, o carreto 3, por ter um diâmetro maior (mais dentes) e o carreto 4 um diâmetro menor (menos dentes), o resultado é de apenas 3.10 voltas do carreto 3 para cada uma do carreto 4. Porque é que isto nos interessa? Porque os carretos pequenos (pinhões de ataque) são movidos pelo motor do carro, e logo, quanto menos voltas derem para percorrer a mesma distância, mais económicas se tornam as deslocações, ou no caso de a rotação do motor ser a mesma, mas depressa o veiculo viajará... Moral da história: um "rapport" mais "curto" (mais voltas do carreto pequeno para X distância) significa mais força nas rodas, embora com mais rotações no motor, e um "rapport" mais longo (menos voltas do carreto pequeno para a mesma X distância) menos potência disponível, mas menos rotações no motor... É realmente uma questão importante, e acima de tudo, é vital saber o que queremos para poder saber do que precisamos. Daqui para a frente entramos na questão das faixas de potência, rotação ideal, velocidade de cruzeiro e etc., mas isso já dava matéria para um post muito mais extenso, e embora muito eu goste de explicar estes assuntos, para hoje já não consigo...  
Tempo ainda para dizer que na maior parte dos casos, os diferenciais (rapport final, ou Final Ratio em inglês...) estão quase sempre identificados, embora isto varie muito de construtor para construtor. Obs: Nunca se altera apenas um carreto, pois os diâmetros e os respectivos dentes estão desenhados para operar somente em conjunto. A modificar, terão que trocar sempre o conjunto dos dois carretos!!!
Com o diferencial resolvido, saltamos para outro aspecto bem importante de qualquer motor, relacionado com o "tempo" e "duração" das válvulas...
...e embora não haja previsão de alterar nada disto, é importante apurar alguns valores para que mais tarde seja possível definir valores ideais para a afinação do motor. Parece simples, e no fundo até é, mas tal como tudo na vida, é preciso ler, estudar, treinar e repetir as vezes necessárias até que se torne tão natural como tudo o resto...
Continuo em breve...!

RT

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nós e tudo o resto...!

 Bom dia, boa tarde ou boa noite...

Antes de mais..., Deep Purple...: https://youtu.be/yItNkVyJ2Vg

Com um pouco de tudo á mistura, as ultimas semanas têm sido algo duras (exigentes...) para a C.C.G. Com tanta coisa em mãos, há todo um outro lado (que não queremos de todo mostrar aqui...) mas que, infelizmente, influi, e bastante..., na nossa capacidade de alcançar tudo o que gostaríamos de conseguir alcançar, contudo..., tantas vezes passámos por situações semelhantes que hoje já não nos atrapalha assim tanto! Estamos aqui porque queremos!!! E vamos mesmo fazer aquilo de que realmente gostamos!!! E por muito que nos custe, havemos de conseguir... Não há volta a dar!!! 
Os clássicos sempre foram a "parte grande" da nossa agenda, e não era agora que deixávamos de acreditar... 
É uma forma de vida... 
...que muita gente não entende...
...mas que nos torna tão diferentes de tudo o resto...
...onde a máquina que respiramos...
...faz parte de nós! Não é errado...
...é somente incompreendido!!! Não se compra...
 ...nasce connosco!!! É uma filosofia de vida...
 ...que nos faz gostar de cada dia que vivemos!
Se cada um de vós parar por um bocadito e pensar nisto, vai de certeza perceber o que estou a dizer. O que é o automóvel clássico? Um carro velho? Uma cena barata? Apareceu por acaso??? Não... Há uma parte de nós que deseja algo que apenas se consegue ao volante de um destes carros antigos. O cheiro..., o estremecer..., a sua forma simples... "Parece mentira como era possível"... Tão rude..., tão básico...Tão simples...
O mundo rodou tantas vezes que hoje tudo é rápido, inteligente e..., vazio!!!
É preciso ser "uma carta fora do baralho" para compreender o que quero dizer, mas acho que no fundo, há muito mais gente que se identifica com isto do que realmente parece. Cada um de nós precisa "daquele bocadinho" de Liberdade para se sentir vivo, e muitas vezes basta puxar o "ar" e girar uma chave para lá chegar...
Clássico? Sim..., claro que sim!!!!
Pensem nisto...
RT