sexta-feira, 29 de junho de 2007

Motor novo para o Mini - O inicio.

Hoje foi dia de começar com o motor do Ricardo. Tudo limpo e preparado, começou a montagem...O bloco. É sempre bom inspeccionar com atenção antes de montar. Apesar da confiança na origem, azares acontecem...
A cambota. O procedimento é igual...
Depois de montar, garantir que gira leve e sem folgas...
Os pistons/bielas. Tudo sempre bem oleado e nada de descuidos. Esta é na minha opinião, uma das partes mais importantes na montagem de um motor. Desde a posição dos segmentos, até ás folgas e apertos, tudo tem que estar perfeito. Um erro nesta fase pode significar um motor destruido ou problemático. A concentração é mais importante que a práctica...E pronto. Temos o bloco armado. Leve e justo como deve de ser, com tudo verificado e confirmado. As tuches e a arvore de cames tambem já estão no sitio, e a seguir vem a distribuição...

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Paris: A arte, a moda e..., os Minis!!!

Paris é uma cidade conhecida por muitos motivos, desde a famosa Torre Eiffel á catedral de Notre Dame, passando pelo museu do Louvre e até pelo rio Senna, são tudo icones que identificam de imediato a "Cidade do Amor"..., mas tambem existem outros aspectos que a caracterizam, tais como: a sua moda, a arte, a perfumaria e a imensidão de pessoas, credos e raças que nela habitam. Tudo isto faz com que Paris seja de facto uma cidade importante a nivel mundial.
A zona que tive o previlégio de conhecer, a Ile Saint Louis, é a mais antiga da cidade, o equivalente á "baixa" de Lisboa, mas com uns milhares de lojas, ruas, prédios a mais, e claro está, automóveis. O colega que nos recebeu, o Sr. Rui Meireles, possui uma oficina auto, que se dedica sobretudo á reparação e manutenção de Minis e calhou-lhe a ele ser o nosso guia e consultor durante a nossa estadia...
De todos os tipos de meios de transporte que vi, o que mais me impressionou foi o numero exorbitante de motas, aceleras, bicicletas, patins e skate's que os parisienses utilizam. A verdade é que o transito é caotico, e tudo o que puder evitá-lo é bom...Talvez seja esta a justificação de ter visto tantos Minis por lá, arriscaria dizer que avistei mais de 100... A garagem do Sr. Rui Meireles...O Sr. Rui e o seu empregado junto de um Mini automático. Aqueles "ferros" protectores são mais que uma moda, são um bem necessário, é que os parisienses teêm o estranho hábito de bater nos outros carros enquanto estacionam, mesmo tendo espaço de sobra...Deve ser algo genético.95% dos minis franceses usam jante 12", e o modelo mais comum é o Cooper 1300 MPI. Neste caso, tem umas jantes ROVER e uma grelha retro tipo 850. Outro dos aspectos muito comum naquelas bandas, é o tecto de abrir eléctrico. 7 em cada 10 Minis tinha esse acessório de origem...Filho da casa, este Cooper de 1970 agurda pacientemente a sua vez de ser montado, é que com tanto trabalho, alguma coisa vai ficando para trás...Quem imaginava ver algo assim no centro de Paris em 2007??? Só mesmo o Mini...E mais um...Um dos poucos sem os tais "ferros", mas as marcas estão lá...Parece que andou por aqui um "ginete"...É assim..., surgem a cada esquina......ou em qualquer lado. Alem de prácticos para aquele transito, são tambem uma questão de personalidade e afirmação. Podiam ter comprado um Twingo, mas o Mini é mais "in"...Tambem vi algumas raridades. Até em Portugal esta "woody" é uma das peças mais dificeis de encontrar...Um dos ultimos Cooper...Este Citroen "Traction" foi o unico avistado durante toda a viagem. Existem alguns, mas estão guardados...O 2 CV. Isto sim, foi uma desilusão. Esperava tropecar neles por todo o lado, mas a verdade é que não vi mais que meia duzia deles, e quase todos neste estado. Na terra onde nasceram..., haver tão poucos é estranho...Tambem encontrávamos coisas deste género quando menos esperávamos. Rolls Royce Silver Cloud, assim..., no meio do trânsito.E este 500 ??? É usado diariamente por esta senhora...
É sempre agradável e interessante verificar as diferenças entre duas sociedades distantes. Neste caso é de felicitar o esforço e empenho que os parisienses fazem para ir mantendo os seus clássicos na estrada, embora o conceito de "clássico" não seja bem o mesmo de cá... Um clássico é um automóvel que deu, e continua a dar, prazer a quem o conduz, e não uma peça de joelharia que só sai aos domingos para mostrar aos outros que tem um "clássico de "não-sei-quantos mil contos"...
Muito fica para contar e dizer, mas a ideia base está passada e espero que tenho servido de pretexto para usar mais vezes esse carrinho que está na garagem quase o ano todo. Embora eu seja da opinião que a técnica de estacionamento parisiense é algo que ainda tem que ser discutido, em relação ao resto, estou de pleno acordo. Se os temos, são para usar!!!
Aproveito tambem para agradecer ao Rui e á Julie, todo o apoio e ajuda que nos deram, sem a qual esta viagem não teria sido possivel e com certeza tão divertida.
Agradeço tambem ao Rafael pelo convite para esta aventura, e espero que tenha sido a primeira de muitas mais...
Obrigado: Rui Tiago

Mini 1000 - O laranja mecânica...

Este 1000 é a ultima novidade na C.C.G. Entre outras coisas, vem para reparar a direcção, a suspenção, e montar travões de disco. Já conta com alguns extras, mas o que mais salta á vista é o kit de carroceria e a cor metalizada. As jantes são as originais do After-eight, mas pondera-se uma substituição...Para já o essencial é prepará-lo para a estrada, pois desde que foi pintado, nunca mais andou. Já lá vão perto de dois anos...

RT

domingo, 17 de junho de 2007

Motor novo para o Mini

Chegou esta semana o novo motor para o Mini do Ricardo. Trata-se de um Stage 2 da Minisport, 1293cc. e 91 HP. Enquanto não seguem os trabalhos, aqui ficam algumas imagens... Acabadinho de chegar. Aquela caixa esconde 90 kg de motor!!! É natal, é natal...
Nunca houve azar, mas é sempre conviniente confirmar a encomenda..., e como sempre, tudo ok!!!Pistons, bielas, arvore de cames e veio de martelos...Cambota, tuches, bomba de oleo, bronzes, distribuição, juntas...O bloco A+ com 1293cc.A cabeça stage 2 completa, só montar...Admissões, escapes e faces, tudo rectificado e trabalhado com uma qualidade excepcional...
Agora resta montar...

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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Chrysler Windsor 1946 - A odisseia...

Estes Chrysler Windsor não trabalhavam há mais de vinte anos, e estão neste sitio pelo menos há dez...Desta vez o escolhido foi o da esquerda, porque parecia ter melhor aspecto de trabalhar, enfim...Motor "Spitfire", de seis cilindros em linha, válvulas ao bloco, caixa de duas velocidades e sistema "fluid drive" que faz mais duas mudanças, travões de tambor ás quatro rodas e sistema eléctrico de 6 volts...Apesar das "raizes", lá o conseguimos puxar para o sol..., pelo menos estava descolado...Encher os pneus, lubrificar alguns componentes, montar uma bateria e exprimentar no que dá...Deu nisto!!! Após vinte anos de repouso, o Chrysler estava de novo na estrada, e cheio de estilo!!! É impressionante a capacidade destes motores estarem tanto tempo parados, e apenas com algumas afinações e cinco minutos de trabalho, ficarem aptos para deslocarem as duas toneladas de automóvel que trazem atrás...Com excepção dos travões, tudo resto trabalha lindamente, inclusive as luzes e a caixa automática. Soberbo...

RT

Clássicos para venda

Este Mini é de 1963 e está para venda no stand do Hugo. Tem jantes especiais, discos de travão, servo-freio e trabalha muito bem...
Esta 4L tambem é da casa, está muito jeitosa e parece um relógio a trabalhar. Só visto...

Contacto: Hugo Almeida Tlm: 919441260
Local: Venda do Pinheiro - Na rotunda da saida da A8 para a venda do Pinheiro.

Farolins traseiros MKI - A conversão.

Quando comprei este Mini, vinha equipado com os farolins traseiros do Mini 1000, que eram uma transformação muito comum nos anos 70, para dar um aspecto mais moderno ao carro. Hoje parece absurdo fazer tal coisa, mas a verdade é que foi raro o 850 que escapou a esta moda. A principal dificuldade em desfazer este trabalho, é o facto de os farolins mais recentes usarem uma abertura na carroceria muito maior, o que torna necessário encontrar um bom bate-chapas ou então fazer como eu, mandar vir as peças novas da Minispares (30€ o par) e com um bocadinho de habilidade e paciência, qualquer um consegue resolver o assunto. Primeiro passo: Desmontar a mala, o depósito de gasolina, os farolins e o pára-choques, para tornar mais fácil a operação e evitar estragar alguma coisa com as limalhas incandescentes...Quando o assunto envolve uma rectificadora, o melhor é garantir a saude dos vidros e da pintura, bastando isolar bem com papel grosso...A preparação da chapa envolve retirar os bocados que foram batidos para dentro na montagem dos farolins do 1000...As peças próprias para o trabalho! Estas vieram da Minispares e custaram á volta dos 30€ o par. Só pelo trabalho que poupam, valem muito a pena...Alinham-se as peças com a corroceria. Neste caso havia um outro 850 (original) ao lado que serviu para confirmar as medidas, a fim de evitar deixar tudo torto. Resultou muito bem...Depois solda-se tudo com a "semi-automática", e rectificam-se as soldaduras...Aplica-se o betume de pedra para alisar as imperfeições...Repete-se a dose no outro lado..., e se possivel aplica-se tinta ou aparelho para evitar a ferrugem enquanto aguarda pela estufa!Convem montar tudo no sitio para ter a certeza que está tudo bem antes de pintar..., e está!!!
A tão esperada "cosmética" do EA... está finalmente pronta! Para a semana segue para a pintura...

RT

domingo, 3 de junho de 2007

"Born to be wild..."

Mais uma máquina na Classic Car Garage! Trata-se de uma Yamaha Virago 250, não é nenhum "motão", mas já dá para umas voltas...Com 15 anos, esta 250 ainda "mexe" bem, muito fácil e agradável de conduzir, apesar daqueles escapes livres que não passam despercebidos...
Os faróis não são originais, mas ficam bem...
Com o verão ai á porta, de certeza que em breve haverá mais fotos para mostrar...