segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Antigamente era assim...

Quando digo antigamente, estou a referir-me ao tempo em que as fotos ainda eram tiradas com rolo, ao tempo em que os Minis ainda não eram tão caros e que era possivel encontrá-los um pouco por todo o lado. Não foi assim á tanto tempo, mas o facto é que as coisas estão muito diferentes hoje em dia. A foto mais antiga é de 1997 e a mais recente de 2003, mas parecem já muito distantes no tempo, ora vejam...O EO-42-07. Este foi um dos primeiros Minis a ser restaurado cá em casa. Na altura a expriência nestas coisas era pouca, mas mesmo assim resultou num carro muito simples e agradável. Estávamos em 1997...1999 - Quem não tem que fazer, faz disto! Todos alinhados para a fotografia. O "Moke", o "EO", o "1100", a "IMA", o "Wolseley", o "Azul" e o "Castrol". Da esquerda para a direita da foto, eram estes os nomes das máquinas da altura...O nome "Castrol" surgiu porque o carro quando foi comprado, vinha quase todo coberto de autocolantes dessa marca de oleo. Tentámos tirá-los todos, mas houve que dois não sairam totalmente e por isso ganhou o nome...Setubal - 2002. Por ocasião de um almoço de amigos, fomos parar a Setubal e ao Portinho da Arrábida. Na foto o meu 1100 e o carro do Cláudio...Viana do Castelo 2001. Reparem na fita nos faróis..., havia voltas na pista e queriamos dar um ar sério á coisa...1999 - Um dos muitos Austin's 1300 que pareceram por cá. Hoje é um crime, mas na altura era moda montar estes motores nos Minis...2003 - Mini 1000 restaurado ao minimo detalhe. Ficou em estado de concurso. Pertence ao Rodolfo.Ima de 77 - Á sombra das videiras durante o verão de 2002...A minha IMA ainda em estado original...O "Castrol" em acção no que é hoje a auto-estrada de Mafra. Uns pneus de moto 4 e tinhamos um "Mini baja" que nunca ficou atolado em lado nenhum. "Usar sem estragar" era o nosso lema, por isso é que o carro ainda existe e está em bom estado...Naquela altura era tudo tão simples...Serra acima, serra abaixo. Sempre com aqueles autocolantes da Castrol...O Moke azul. Foi parar a Castelo Branco...A IMA no autodromo do Estoril...O Azul com umas jantes de ferro......com umas GT's......com as BWA......e depois de um "raid" na lama. Esta é de 1999...O Castrol quando chegou cá a casa era assim..., só que trazia dezenas de autocolantes agarrados a ele......e o 1100 ainda tinha a pintura toda brilhante. Em 2003 foi vendido ali para a zona de Mafra...A Sunny em Alcacér do Sal num fim-de-semana de campismo. Era o carro mais antigo do grupo mas tambem era o que mais dava nas vistas, muito por culpa das jantes de 14 polegadas que todos diziam que valiam mais que o carro...2001 - Só clubmans eram 4......e este Austin 850 já cá andava......e sinceramente nunca pensei que ficasse. Mandei muito melhores que este para a sucata, mas trabalhava tão bem que ganhou direito a um cantinho...
São milhares as fotos que gostaria de vos mostrar, mas o processo de "scanizar" isto tudo é muito demorado e não poderei mostrar todas, mas em breve vou tratar de mais algumas com outros Minis muito especiais cá da casa...
RT

sábado, 29 de dezembro de 2007

Discos do Metro - 2ª parte

Como prometido, aqui ficam mais umas fotos da conversão dos discos do Metro para Mini...Cardan homocinético, ou como é mais conhecido, ponteira de transmissão. Estas foram montadas com o defletor de plástico para prevenir fugas de massa e proteger os retentores dos cubos...
...e as estrias que encaixam na falange devem ser bem untadas com massa consistente para evitar que fiquem gripadas. Quando chegar a altura de trocar os discos vai saber bem conseguir tirá-los sem esforço...
Mais uma vez, o truque é apertar tudo quando os conjunto estiver fixo na suspenção. É possivel fazer isto no torno, mas alem de marcar as peças, nunca ficará tão bem apertado. Para já ficam aconchegados e no fim é tudo reapertado e revisto...
Et voilá!!! Já temos uns discos de 8" para o Mini. Os resguardos de chapa estão a pintar, mas serão montados no sitio...
...assim como as pastilhas. Agora seguem-se os travões traseiros, e se correr tudo como está previsto, dentro em breve temos carro outra vez.
RT


sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Travões de disco de Mini Metro - A conversão

Quem tem Minis sabe que os travões de tambor ou "polie" não são de todo os mais eficazes. Para dizer a verdade, são fracos para tudo o que tenha mais de 1000 cc, ou que ande mais depressa que o normal. O principal problema das polies é o "fadding", ou seja, o aquecimento exessivo dos calços durante as travagens, o que provoca a falta de fricção essencial para travar o carro. Outros dos problemas associados ás polies são os bombitos. Assim que surge uma fuga de oleo, ela é feita dentro das polies, acabando por lubrificar os calços de travão que se querem o mais aderentes possivel. Por estas razões e mais uma duzia delas, quem tem a possibilidade de trocar este sistema, opta sempre por montar uns travões de disco. De origem nos Cooper e nos 1275 GT, estes travões já são dificeis de encontrar por ai, e apesar de se venderem kits novos, é uma transformação sempre dispendiosa. Uma das soluções encontradas é a adaptação dos discos do Metro, mas apenas para quem não se importa de ver o look do carro alterado com umas jantes 12", ou mesmo 13"...A boa noticia é o facto de ficarmos com uma travagem excelente, pois o Metro usa discos maiores e pinças de 4 pistons. Melhor do que isto só mesmo se usarmos material de competição...
As fotos seguintes resumem esse processo de transformação, mas servem apenas de indicador, pois cada pessoa escolhe o tipo de processo que quer seguir, mas na C.C.G fazemos assim...Na foto está o conjunto do Metro. São estes cubos que queremos montar no Mini......para subsituir isto! As polies da frente. Não é uma transformação assim tão linear, mas o resultado final é excelente...Começamos por desmontar os cubos originais. Nunca esquecer de desapertar a transmissão enquanto podemos fixar a polie, quer seja com a jante no chão ou com os travões. Depois de desmontar o conjunto todo, torna-se muito mais dificil de fazer esta operação, e nunca se sabe se não teremos que o fazer...Após tirar os parafusos que fixam a polie, desafinamos os calços de travão, e se correr bem, o resultado será este...De seguida desmontamos os calços e retiramos a falange de transmissão. Há quem ache que esta parte não é necessária, mas já vamos ver o porquê disto tudo...Com uma chave sextavada, desapertamos os 3 parafusos que fixam o prato ao cubo......, mas apenas o suficiente para permitir usar uma chave 9/16" nestes 2 parafusos que seguram o braço/pendural de direcção. Com o prato no sitio, de certeza absoluta que ninguem consegue encaixar uma chave como deve de ser nos parafusos, e alem de não os conseguir desapertar, corre o risco de moer as cabeças dos mesmos, o que dá um aspecto foleiro ao trabalho...Passo seguinte: com a ajuda de um "saca", separamos o terminal de direcção......e repetimos a dose para as rótulas da suspenção. A experiência diz-me para começar sempre pela inferior, porque se começar pela superior, quendo for a vez da debaixo, tenho que usar a outra mão para segurar aquilo tudo, correndo o risco de deixar cair tudo em cima de um pé...A nossa segurança é sempre o mais importante neste casos, bem..., quase sempre!Tubos de travão fora e pronto! Se correr bem, temos os cubos desmontados. Agora falta fazer o mesmo ao Metro...A atenção dada ao braço de direcção tem a ver com isto. O do Metro não é igual ao do Mini, e para garantir um desempenho normal da direccção, temos que os trocar. O de cima é o do Mini...Já de volta dos discos do Metro, um dos primeiros passos a seguir é retirar as guias originais da falange de transmissão. Fazendo isto, qualquer tipo ou marca de jantes servirá no carro e não corremos o risco de conseguir usar apenas as jantes originais do Metro. A segurança não será afectada por esta medida, pois as guias servem apenas para orientar a jante quando a roda é trocada. A centragem e o aperto da jante é feito através dos pernos e das porcas das rodas.Os cubos, ou mangas de eixo do Metro. Desmontados, lavados e prontos para a pintura...As pinças vão pelo mesmo caminho.Depois de tudo pintado e seco, começa a montagem dos cubos......e uma exposição deste tipo ajuda a garantir que nada é esquecido......alem de dar uma noção de tudo o que é preciso para excutar este trabalho. Na foto não estão visiveis os braços de direcção e as pastilhas, assim como alguns dos parafusos, mas já deve dar para terem uma ideia do que estamos a falar...E cá está um dos cubos já com as "rótulas maravilha" que permitem montar isto tudo no Mini. Este é o sortudo que vai usar estas coisas todas, e mais algumas...
Assim que tiver mais fotos, continuo o post.
RT

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Austin 8 - Caixa de velocidades

Ainda ás voltas com o motor e a caixa do Austin 8, hoje conseguimos começar a procurar e reparar as fugas de valvolina da caixa. Basicamente perdia por todos os lados e por isso foi fácil de decidir onde intervir.De tamanho reduzido, esta caixa de quatro velocidades e marcha-atrás (1ª não sincronizada), não deve pesar mais de 20 Kg's...
Falange traseira: Retentor de "sola". Vai ser substituido por um de borracha mais moderno...
Rolamento de embraiagem, ou melhor dizendo, carvão de fricção da embraiagem. Antes de usarem rolamentos, os automóveis contavam com estes carvões de grafite para operar a prensa da embraiagem. Bastante resistentes á fricção, estas peças de grafite rija duravam muito mais do que se poderia pensar...Tampa frontal: Já com o conjunto do veio do rolamento fora, a tampa da frente estava finalmente acessivel para desmontagem. O sistema de vedação é do tipo "sem-fim", onde canais espirais actuam sobre o veio da caixa e por acção da rotação desse mesmo veio, acabam por puxar a valvolina para dentro da caixa. A reparação deste tipo de fugas envolve a substitução da paça antiga, mas vamos tentar outra solução...E finalmente a tampa da alavanca das velocidades. Apesar de ser em cima da caixa, esta tampa estava a deixar passar lubrificante para fora, por isso foi tirada e limpa, a fim de receber uma junta nova. Assim que o material chegar mostrarei mais fotos.
RT