quarta-feira, 3 de maio de 2017

Mini...,what else???

 Boa noite...

Pink Floyd! Uma das melhores de sempre...: https://youtu.be/MKY_t0hCwm4

Antes de mais, quero que saibam que há já bastante tempo que não tinha tanta dificuldade em escolher um titulo para um post, pois acredito que o titulo dita o resultado do conteúdo, e, ou se acerta em cheio..., ou se falha por um quilómetro!! Por esse motivo, o titulo é algo que deve ser muito bem ponderado, mas neste caso..., bem...,neste caso não foi nada fácil. Na verdade nem eu sabia o que havia para dizer acerca deste mini, por isso o titulo de hoje é tão vago...
É difícil formar uma opinião acerca de um resultado que tão pouco tem para acrescentar, em que tudo foi pensado e levado a cabo com tanta atenção que pouca margem existe para melhorar o que quer que seja... Desde a montagem, passando pela cor (Azulinho...) ao Cooper look retro, este Mini acertou em cheio!!! Independentemente se gostamos disto ou daquilo, se faríamos isto ou aquilo diferente, a verdade é que quem o vê ao vivo gosta do que vê, e mais..., gostavam de o levar para casa, nem que fosse apenas para olhar para ele...Um Mini que consegue tanto consenso e admiração é de certeza um vencedor!!! 
Ainda assim, e porque a evolução é algo que persegue todos os dias, até os mais perfeitos precisam de atenção constante, e porque as necessidades mudam, também as máquinas devem ser ajustadas ás novas exigências, e é disso mesmo que vamos falar hoje..
...da necessidade de mudança. Face ao novo tipo de utilização que este simpático Mini vai ter, a caixa de velocidades necessitou de algumas alterações para poder acompanhar o mais recente ritmo de vida da máquina. Nada de muito especial, mas uma vez que as distâncias aumentaram e cada vez mais alcatrão terá ter que passar debaixo daqueles "Yokohama", um rapport mais longo é mesmo algo a considerar, quanto mais não seja para assegurar uma vida mais folgada ao ponteiro da rotações, mas também ao meio ambiente, e claro, à carteira! 
Tal como "Pandora", também esta caixa surge com algumas surpresas, que embora mais comuns noutras andanças, acabam por ser raras de ver num 998 de utilização diária. Um "cross pin" já é coisa de outro "campeonato" e demonstra bem que não é apenas a estética que está aqui em causa...  
Já agora, e porque a oportunidade surgiu, aproveito para mostrar um pequeno diagrama que tomei a liberdade de fazer para poder ajudar a compreender o noção de "rapport", ou relação entre carretos... Começo por explicar que o valor de uma relação é normalmente dado ao carreto que exerce o movimento no outro, e que esse mesmo valor reflecte basicamente o numero de voltas que esse mesmo carreto terá que fazer para que o outro atinja uma volta completa. É simples, ora vejam...  
Os carretos pequenos da foto (pinhões de ataque 1 & 3) são responsáveis por fazer girar as rodas de coroa dos diferenciais (2 & 4), e por terem um diâmetro consideravelmente inferior, necessitam de um "X" numero de voltas para poderem alcançar uma volta completa no carreto que vão impulsionar. Neste caso concreto, o carreto 1 terá que perfazer 3.44 voltas (Numero de dentes do carreto maior a dividir pelo numero de dentes do carreto menor ((62 para 18 = 3.44)) o que equivale a 3 voltas completas e 44 partes de 100 da volta seguinte, sendo 44% de 360º = 158.4º sensivelmente, logo 3 voltas e 158.4 graus...) para uma volta do carreto 2, ao passo que, o carreto 3, por ter um diâmetro maior (mais dentes) e o carreto 4 um diâmetro menor (menos dentes), o resultado é de apenas 3.10 voltas do carreto 3 para cada uma do carreto 4. Porque é que isto nos interessa? Porque os carretos pequenos (pinhões de ataque) são movidos pelo motor do carro, e logo, quanto menos voltas derem para percorrer a mesma distância, mais económicas se tornam as deslocações, ou no caso de a rotação do motor ser a mesma, mas depressa o veiculo viajará... Moral da história: um "rapport" mais "curto" (mais voltas do carreto pequeno para X distância) significa mais força nas rodas, embora com mais rotações no motor, e um "rapport" mais longo (menos voltas do carreto pequeno para a mesma X distância) menos potência disponível, mas menos rotações no motor... É realmente uma questão importante, e acima de tudo, é vital saber o que queremos para poder saber do que precisamos. Daqui para a frente entramos na questão das faixas de potência, rotação ideal, velocidade de cruzeiro e etc., mas isso já dava matéria para um post muito mais extenso, e embora muito eu goste de explicar estes assuntos, para hoje já não consigo...  
Tempo ainda para dizer que na maior parte dos casos, os diferenciais (rapport final, ou Final Ratio em inglês...) estão quase sempre identificados, embora isto varie muito de construtor para construtor. Obs: Nunca se altera apenas um carreto, pois os diâmetros e os respectivos dentes estão desenhados para operar somente em conjunto. A modificar, terão que trocar sempre o conjunto dos dois carretos!!!
Com o diferencial resolvido, saltamos para outro aspecto bem importante de qualquer motor, relacionado com o "tempo" e "duração" das válvulas...
...e embora não haja previsão de alterar nada disto, é importante apurar alguns valores para que mais tarde seja possível definir valores ideais para a afinação do motor. Parece simples, e no fundo até é, mas tal como tudo na vida, é preciso ler, estudar, treinar e repetir as vezes necessárias até que se torne tão natural como tudo o resto...
Continuo em breve...!

RT