terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Até para o ano...

Este deve ser o ultimo post deste ano, e por esse motivo quero desejar a todos os amigos e leitores da C.C.G. um bom ano de 2009.
Que seja tão bom ou melhor que 2008, cheio de coisas boas, do tipo jantes especiais, motores, rótulas de suspenção, carburadores, arvores de cams, velas, etc, etc...
Tudo de bom para todos.
...FELIZ 2009...
Rui Tiago

Clube Mini de Lisboa.

Mais uma boa noticia para todos os Ministas, especialmente para os da região de Lisboa.
O clube mini de lisboa foi formado muito recentemente e ainda está a fazer os seus primeiros quilómetros, mas já promete muita coisa gira e nova. Eu próprio já sou membro do forum, e apesar da distância, a facilidade e espirito de comunicação deste forum, fezem com que valha a pena falar de Minis.
Criado pelo Tiago em Dezembro, o Clube vai com certeza ser uma referência importante muito em breve, pois é um espaço exclusivamente dedicado a Minis, mas numa abordagem muito jovial e positiva.
O melhor é passarem por lá...
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Museu Datsun.

Visitem isto: http://japanesenostalgiccar.com/index.cgi?section=features
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VW 1303 de 1973. O "Fusca" verde...

Bom dia.
Com 2008 a chegar ao fim, aproveito para vos mostrar mais um clássico que por cá apareceu, e que provavelmente irá surgir mais vezes. É o "Fusca" verde...
O nome Fusca foi ideia minha, porque me habituei a chamar os VW's assim, mas na realidade, o Luis (que é o dono da máquina...) é que sabe o verdadeiro nome dele. Por aqui, tal como por todo esse Portugal fora, é simplesmente chamado de "carocha", e penso que tambem não está mal...
Bem, de qualquer maneira não é isso que vos quero mostrar. Ter carros destes dentro do meu quintal é sempre bom, mas tambem significa que algo não está bem com eles. Aqui o Fusca não acelarava como devia e fazia um "poço" enorme ao arrancar.
"-Deve ser só afinar...". Lembro-me de ter desdramatizado o problema assim tão friamente, mas não foi assim tão simples...
O Fusca desesperado para voltar a queimar borracha em condições...
Na foto tambem aparece o Sr. Mário. O Mário é dono de um Mini que muito em breve vai aparecer aqui. Aguardem... VW 1303. A "Bomba verde" cá do sitio. Não é o Porsche do Américo Nunes, mas é o mais parecido que por cá existe, e chega muito bem para animar...Apesar da boa disposição á volta dele, o Fusca não estava fácil de agradar.
Platinados, carburador, velas, ponto estático e tudo o mais foi visto, revisto e verificado outra vez, mas sem sucesso. O Fusca tinha um problema e era outra coisa qualquer que não estava no programa. De repente começou a ir abaixo e não aguentava relanti...Foi uma pista...

Para isto!!!

Por trás do distribuidor, debaixo do filtro de ar, ao lado da bobine e depois de toda a instalação electrica, lá estava: Um carburador desapertado e sem uma das porcas de fixação. O dificil não foi arranjar a porca, mas sim apertá-la como de de ser. O espaço ali é coisa rara e as minhas chaves estão mais habituadas a Minis. Como eu desejei ter naquele momento uma daquelas lunetas torcidas...Apesar de tudo, lá se fez e exprimentou o carro na estrada. Agora com o carb no sitio já era possivel afinar a gasolina e o ar. Já faz relanti e até já patina outra vez...Fusca verde...,de volta ao asfalto e desta vez por todo o lado!

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domingo, 14 de dezembro de 2008

Ford Escort MKI - Lobo em pele de cordeiro...

Bom dia.
Os meus vizinhos Marco e o Victor são dois jovens na casa dos 18 anos, que a semana passada vieram ter comigo com um problema num Escort. Qualquer coisa do género:-"...não pega...!
Como calculam, carros antigos que não trabalham á muito tempo, são o unico género de coisa que me faz sair da cama ao domingo de manhã, ainda por cima com um tempo destes...
Não suporto a ideia de ter um clássico mesmo aqui ao lado trancado numa garagem, apenas porque não pega. Vamos lá ver isso...
E aqui está ele. Mesmo para os mais distraidos, os pormenores estranhos começam logo a saltar á vista. Jantes largas, roll-cage, motor pinto...Que é isto???
Dentro do carro as coisas ficaram ainda mais estranhas. "Cicatrizes" de outras "andanças" começaram a fazer desconfiar da verdadeira intenção deste Escort...Autoblocante, caixa ZF, roll-cage de seis apoios...Isto não pode ser por acaso...A história por detrás deste carro ainda é um pouco confusa, pelo que por agora é melhor não criar falsas expectativas, mas assim que for esclarecida, tentarei contá-la aqui. Bem..., o que interessa agora é pô-lo a trabalhar!E já está! Bastou apenas trocar de motor de arranque, porque os outros dois já estavam "tratados". O escape livre fez a sua entrada com pompa e circunstância, e o ronco, juntamente com o fumo que sairam da traseira, encheram o espaço em redor com um certo "nervoso miudinho". O Escort estava vivo outra vez, e tem "voz de homem"...Ouvir um carro a trabalhar assim, cria sempre uma atmosfera de tensão. Ninguem sabia bem o que dizer...
Cinco minutos a trabalhar para "limpar" e por hoje já chega. Agora é tempo de ir tratar dos papéis, porque este vai ficar por aqui, em vez das habituais incursões á estrada da barragem. Será que se salvou do mesmo destino de outros tantos? Parece que sim...
Mesmo antes de ir embora, não me aguentei e tive que perguntar o que é que estava debaixo daquela capa mesmo ali ao lado. porque uma jante "GOTTI" estava farta de olhar para mim...195/55-13??? Tão largo? -"Ó Marco, o que é isto aqui debaixo??? -Isso é do meu tio, mas vamos espreitar..."
Brutal...De gosto duvidoso, a camuflagem não consegue esconder completamente o verdadeiro carácter deste Simca TI. É de facto uma "bomba"...Vitima de alguns "abusos" criativos por parte do dono, este carro descansa agora na garagem do Marco, á espera da próxima oportunidade de voltar á estrada. Palpita-me que será mais breve do que ele julga...Um bocadinho demais para o meu gosto, mas o essencial está lá, ora vejam...Dois WEBER duplos, na montagem original. Fixe...Simca 1100TI. Será mais um projecto? Tal como o Escort, para já fica em banho-maria, mas não está esquecido...
É sempre bom verificar que nem só de futebol vivem os nossos jovens. Os carros tambem têm um papel importante, e na minha opinião, são um "vicío" muito mais saudável...
Tambem é muito bom reparar que se está a formar "algo" aqui na zona. Dois Escort's, um VW 1300, os minis e mais umas "coisas"...Qualquer dia temos um clube...
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O Mini e a neve...

Como todos devem ter visto nas noticias, hoje caiu neve em muitos lugares do pais, e por vezes até com muita intensidade. Por estarmos tão habituados a ver apenas na televisão, nem reparámos que mesmo aqui perto de nós, em Castanheira de Pêra, as serras estavam todas cobertas com um espectacular manto branco, e parecia demasiado perto para não darmos lá um salto e ver nevar ao vivo. Claro que não resisiti a levar o Mini, afinal de contas, Monte-Carlo é um sonho legitimo de qualquer minista que se preze, e isto deverá ser o mais parecido com isso que alguma vez irei ver... Foi já na subida para a Lousã que começámos a notar os primeiros sinais...Com a bateria da máquina fotográfica practicamente descarregada, conseguimos apenas meia duzia de fotos, mas ainda assim deu para registar a primeira vez na neve da minha mulher Paula, do meu "mil" e do Miguel...
Pois é..., dentro daquela barriga está o nosso Miguel, que, com apenas seis meses, parece já gostar de andar de Mini. Pelo menos não reclamou dos solavancos e do som do escape...
Havia de ser giro dizer lá na maternidade que a minha mulher, grávida de seis meses, anda num carro com suspenção tipo "tijolo" e por estradas onde nem a mais selvagem das cabras se atreve a passar. Lá diz o ditado: -"De pequenino é que se torce o pepino..."Olhando mais para cima, o panorama parecia saido de um filme, mas o gelo que se formava na estrada antevia um trajecto muito mais curto do que o desejado...
E acabou aqui! Não por culpa do Mini, mas por alguns condutores que decidiram fazer o mesmo que nós, com pneus carecas e a fundo, tivemos que abdicar da subida, pois a estrada já estava cortada com carros atolados e totalmente atravessados, e ver uma BMW a deslizar sem controle absolutamente nenhum em direcção ao nosso Mini, faz qualquer um fazer o que eu fiz: Manter a calma, e deixar a subida para outro dia em que não haja tanto trânsito...
Parece mentira mas é verdade, no meio de Mercedes, BMW, Jipes e demais viaturas que se atreveram a escalar esta serra, apenas o meu Mini foi capaz de inverter a marcha sem qualquer tipo de ajuda ou problema. Aquela Mercedes custou-nos 15 minutos de empurrões e escorregadelas para virar para baixo...Grande Mini que deixa tudo e todos de boca aberta pela sua agilidade, seja lá em que condições for... Espectular, mas com sabor a pouco, este bocadinho que tivemos hoje foi mais uma vez um bom pretexto para dar uma volta com o Mini. O forte nevão que começou a cair fez-nos jogar pelo seguro e ir descendo a serra antes que fosse tarde demais. Ainda assim vimos vários carros cheios de gente a passar por nós e a subir ainda mais. Não sei qual é a ideia desta gente, mas enfiar o carro no meio de uma serra, quase ao anoitecer e durante um nevão, não me parece o tipo de coisa que se deva fazer com crianças e carros de tracção simples, mas enfim...Tempo ainda para o "baptismo" do Mini, e de caminho ainda levei com uma bola de neve pelas costas abaixo. Haverá vingança!!!
Fiquei mesmo com vontade de organizar um Rallye na neve, muito ao jeito do "Monte", mas em versão Portuguesa... Será que resultava???
A descida foi tambem feita muito ao estilo do "Monte", com derrapagens "semi-controladas" e curvas em que a traseira chegava ao mesmo tempo que a frente. Lindo...
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mini 1000 - Travões e rolamentos traseiros.

Bom dia. Como já devem daber, o meu tempo disponivel para estes trabalhos não assim tanto como eu gostaria, pelo que por vezes pode demorar um bocado até aparecer um post novo. Apesar de tudo, por vezes lá consigo rentabilizar o meu tempo de maneira a conseguir mais uma reportagem que merece o devido destaque aqui na C.C.G.
Como se lembram, está cá um Mini 1000 que precisa de alguns cuidados, sobretudo nos travões, rolamentos de roda e suspenção. Hoje foi o dia dos travões e rolamentos traseiros, e uma vez que ainda não tinha nada publicado sobre o assunto, resolvi fazer um post detalhado das operações necessárias para a reparação dos mesmos. Espero que possa ser util para todos os que me têm pedido ajuda sobre este assunto.
Aqui está ele...
...já na mesa de operações. As condições ainda não são as melhores, mas o gosto por estes "carrinhos" compensa tudo, e alem do mais, tráz recordações dos primeiros dias da "ferrugem".
A suspenção da frente tambem vai ser revista, mas hoje foi só desmontar para saber o que é necessário encomendar, escusando de mandar vir o material "ás pinguinhas"...
Cá estamos nós! Travões traseiros. Após desligar a bateria, podemos por o carro no ar. Não esquecer de desapertar as rodas com ele ainda no chão. Garantir que está bem escorado (o que não foi o caso de hoje, porque esqueci-me das perguiças...), e depois de tirar as rodas, a primeira coisa a fazer é desapertar os parafusos que seguram a polie no sitio (travão de mão aplicado). Usem uma chave "philips" larga para não os moerem, o que geralmente custa mais uma hora de trabalho...
O passo seguinte é destravar o travão de mão, e de seguida desafinar os calços. Usem sempre uma chave muito justa porque os "quadrados" dos afinadores derretem mais depressa do que julgamos. No caso estarem presos, usem WD40 para os ir "amaciando" e vão forçando para um lado e para o outro devagar. O mais importante é não moer os afinadores, senão há que substitui-los. Hoje tive sorte, estavam leves...
Sacar a polie...Por vezes pode ser necessário usar uma chave de fendas ou um martelo para o fazer, mas a força a aplicar só depende do bom senso de cada um. Lembrem-se que o material tem sempre razão...
Isto são os travões traseiros do Mini 1000.
Verificamos os bombitos, para ver se existem fugas de oleo. Neste caso estão perfeitos.
Retiramos a tampa do cubo com uma chave de fendas...
...e foi então que reparei num detalhe. A mola inferior dos calços estava mal montada. Não é grave, mas pode causar estragos se a mola partir.Com uma chave 24mm (15/16 pol) desapertamos a porca do cubo, depois de tirarmos o freio que a tranca no sitio. Atenção que as porcas do cubo são diferentes de lado para lado. A do lado direito aperta e desaperta como uma porca normal, mas a do lado esquerdo é precisamente ao contrário. Esta porca "esquerda" desaperta no sentido dos ponteiros do relógio...Detalhe curioso: O meu fiel amigo "pirolas" apareceu no teatro de operações para garantir que tudo corria bem. A julgar pela vontade dele, estava tudo calmo, calmo demais até...Já com o cubo tirado, o acesso aos calços fica facilitado.
Desmontar os calços traseiros do Mini:
1º passo: Com a mão ou com uma chave de fendas, soltar os calços dos afinadores...
Neste caso foi o esquerdo......depois o direito...Por esta altura já devem estar soltos em baixo tambem. É só puxar para fora......e já está.
Se houvesse necessidade, seria neste momento que substituiria o que estivesse gasto, mas hoje não é preciso trocar nada, apenas os tirei para montar a mola correctamente e aproveitei para fazer as fotos...Montar no sitio tambem é fácil. Com a mola inferior já no sitio e posição correcta( aquele bocado de mola deve ficar rente á haste do travão de mão e não a raspar no cubo como estava antes.), encaixamos os calços nos bombitos e no travão de mão simultaneamente. Nesta fase ainda não existe grande esforço para os montar.Com um dos calços alinhado e o outro fora do sitio, montamos a mola superior no calço que está alinhado. (ter em atenção que existem vários buracos nos calços, mas apenas um é o correcto...)Ainda com ambos os calços fora do sitio, montamos a mola no segundo e encostamos o conjunto ao prato de suporte......encaixamos o primeiro á mão sem deixar sair a mola do sitio......e com um pouco de força e habilidade......encaixamos o segundo. Pronto, já está. Verificamos se tudo ficou bem encaixado, se as molas e os calços estão firmes no sitio. As molas são montadas pelo lado de dentro dos calços para garantir que ficam encostados ao prato de suporte e que se mantêm dessa forma alinhados com a polie.Cubo de roda traseiro. Este trabalho envolve massa consistente, e como a máquina fotográfica não se dá lá muito bem com isso, apenas tirei as fotos que achei mais importantes.
Nesta estão os rasgos interiores que servem para batermos nos rolamentos para os sacar. Geralmente estão cheias de massa e não se veem, mas estão lá de certeza, e dão muito jeito...
Quando estão tapadas, o truque é descobri-las e limpá-las com um dedo...A referência dos rolamentos é esta. Neste caso são da QH, mas existem mais marcas, embora estes sejam muito bons......porque alem de bem feitos, o kit vem muito completo. Algumas marcas mandam apenas os rolamentos propriamente ditos, e depois é preciso o retentor, o freio, a massa, etc...Estes já trazem tudo.Cubo no sitio. A tal porca esquerda já está apertada. Apesar de existir um valor de aperto, opto sempre pelo aperto á mão. Forte, mas sem partir. Verifico se o cubo ficou justo mas a rodar á mão. No caso de rolamentos cónicos (VW, Renault, Opel, etc...) o aperto tem de ser feito com calma, porque se forem apertados com força demais, corremos o risco de partir os rolamentos, porque não teem limite de aperto. São apertados até desaparecer a folga da roda e ficam assim. No Mini é apertar com força até os rasgos da porca ficarem alinhados com o furo do veio, para podermos ontar o troço outra vez...
Ainda antes de montar a polie, podemos e devemos passar uma lixa nos calços para tirar o "vidrado". Não é preciso muita coisa, basta que fiquem com a superficie de fricção toda igual, sem marcas de travagem. O mesmo se passa para a polie. Lixá-la até ficar limpa.Antes de montar a roda, podemos "encostar" os calços á polie, para evitar de ter que o fazer com a roda no sitio, o que é mais dificil...Afinar os travões.
Este procedimento varia de pessoa para pessoa, mas o método que tenho usado nos ultimos anos tem sido o que tem dado melhores resultados, e penso ser o mais fácil. Basta fazer isto com calma.
Como desmontámos os calços, assim que a polie começar a ficar presa, é preciso puxar o travão de mão várias vezes para centrar os calços. tambem podemos carregar no pedal de travão com alguma força, mas neste caso não foi possivel porque tinha os travões da frente desmontados.
Depois de centrar os calços, desafinamos o travão de mão no interior do carro, ajustamos o afinador da roda até existir uma pressão de fricção na polie, mas que ainda assim se possa rodar á mão, embora com um pouco de esforço.De seguida montamos a roda no sitio. Aqui diferem as opiniões. Há quem defenda que os travões devem ser afinados sem as rodas no sitio. Eu penso o contrário. Os travões servem para parar as rodas quando estas estão no chão, logo a nossa sensibilidade deve ser feita nas rodas para calcular o esforço de travagem o mais correctamente possivel. Já exprimentei afinar sem as rodas montadas e achei muito mais dificil de sentir a afinação.
Bem, seja como for, o conceito é simples: os calços devem de estar o mais justos possivel ás polies, mas sem que haja excesso de fricção para não provocar sobreaquecimento dos travões (o que pode ser muito perigoso e dispendioso...), imaginem que o carro está no chão e que precisam de o empurrar á mão. Ele terá que rolar sem esforço. Dito isto, devemos apertar o afinador (tal como um parafuso normal...) até que a roda comece a ficar LEVEMENTE presa. É preciso ter em conta que os afinadores funcionam em quartos de volta, e que por vezes o ponto ideal fica entre as duas posições, ou seja, num ressalto está muito leve, mas no resalto seguinte já fica muito justo. É facil: deixamos sempre no resalto em que fica mais leve.
É um erro grave pensar que os calços "acamam" e que os podemos deixar um pouco mais justos. Para quem não tem assim tanta expriência neste trabalho, o mais provável é que vá correr mal. É preferivel deixá-los leves e afiná-los novamente passados uns quilometros.
Repetimos a operação para o outro lado. O ideal será ter sempre as duas rodas no ar em simultaneo, até porque a afinção do travão de mão é mais rigorosa.
No principio tivemos que desfinar o travão de mão para não interferir com a afinação do travão de pé ( tambem conhecido como travão de serviço), agora que temos as rodas prontas, vamos então afinar o travão de mão.
Ainda com as rodas no ar, e partindo do principio que rodam justas mas leves, vamos apertar os afinadores dos cabos de travão (junto ao travão de mão dentro do carro) até que as rodas fiquem muito justas no segundo "trinco". Temos que apertar os cabos conforme o necessário até que as duas rodas fiquem iguais em termos de fricção. Ao deixá-las muito justas ( a rodar somente se fizemos muita força) no segundo "trinco", vamos quase de certeza tê-las bloqueadas no terceiro. Se tal não acontecer, vamos apertando mais os afinadores até que fiquem bloqueadas no terceiro "trinco". Nunca apertar os afinadores com o travão de mão puxado. É obrigatório destravá-lo cada vez que temos que afinar mais um bocado.
Quando finalmente tivermos o travão afinado, devemos verificar se as rodas rodam livremente quando destravado. É uma questão de sensibilidade, mas em caso de duvida, é preferivel perguntar a quem sabe.
Espero que este post seja util, e em breve irei falar dos travões dianteiros.
RT