sábado, 23 de janeiro de 2010

O Sr. Comandante Luis Branco...

Caro amigo e tio Luis Branco:

Talvez seja esta a carta que nunca devolvi, mas escrevo estas linhas para lhe dizer o quanto espero que tudo lhe corra pelo melhor possivel. Não sei para onde vai, nem tão pouco como será desse lado, mas sei que a partir de hoje, o meu mundo ficará mais pobre sem a sua presença. Não conversámos tanto como eu gostaria, mas sinto que vivemos o suficiente para eu o considerar uma das pessoas mais interessantes da minha vida. Todos os momentos que passámos juntos sabem agora a pouco, mas infinitamente bons sem dúvida. O prazer e a honra de poder conhecer alguém como o tio, faz com que nesta hora não consiga, nem deva, sentir-me triste. O adeus eterno é um facto, mas mais do que chorar, sei que devo sorrir., sorrir não pela partida, mas sim por uma vida cheia de aventuras e histórias, que sempre fez questão de partilhar com toda a familia e amigos. Como tal, e conhecendo o tio como conhecia, não lhe digo adeus, mas antes obrigado. Obrigado por uma vida cheia de coisas boas, e por uma amizade como já não se vê nos dias que correm. A diferença de idades que nos distinguia nunca foi suficiente para nos abrandar ou separar nas conversas, e apesar de muito novo, sempre foi possivel aprender algo que jamais encontrarei noutro lado. Obrigado Sr. Comandante..., obrigado por tudo!
Feliz vôo...

O sobrinho e amigo: Rui Carlos de Oliveira Tiago

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mundo pequeno.

Bom dia. Esta é mais uma daquelas histórias improváveis que tenho descoberto por ai, mas agora aconteceu-me a mim, por isso não tenham dúvidas de que é real...Tenho que começar por explicar esta foto: No ano de 99 ou 2000, este era o aspecto do telheiro onde habitualmente dormia o nosso Clio novinho. Curiosamente, naquele dia o espaço estava ocupado pelo Mini 1000 do "Ricardo de Montachique", que apesar de nunca ter falado nele, também fazia parte do numeroso grupo de ministas que outrora aterrorizava as estradas da região da Venda do Pinheiro e arredores, e que, naqueles finais de tarde de Verão, assentava arraiais em casa do meu sogro, quer para conversar, quer para dar uns toques e afinações nas máquinas que compunham o grupo, muito ao jeito do mais dos conhecidos grupos motards ou coisa semelhante. Foi a época alta da febre dos Minis, e não era raro juntar 10 ou 15 carros todos os dias e fazer micro concentrações sem querer. Claro que a vida dá muitas voltas e que por vários motivos, este tipo de coisas vão desaparecendo ou acalmando, e tendem a cair no esquecimento...Foi mais ou menos o que aconteceu com o nosso grupo. Com o passar dos anos, cada um seguiu a sua vida e mistíca perdeu-se. Um desses casos foi o Mini azul bébé que aparece debaixo do telheiro. Outrora campeão de corridas e participante habitual das aventuras dos mais novos do grupo, aos poucos deixou de aparecer, e sem darmos por isso, deixámos de saber o que lhe teria acontecido.
-"Talvez tivesse ficado lá para casa..."
-"Talvez..."
Por volta de 2001 ou 2002 deixei de saber que era feito dele. Apesar de o ter assistido durante tanto tempo e de lhe ter excutado a maioria das alterações mecânicas, desapareceu de vez. Claro está que a minha vida também seguiu em frente, comecei a oficina da Malveira, depois mudei-me para a Asseiceira e anos mais tarde, acabei por "aterrar" de pára-quedas em Figueiró dos Vinhos. Tudo isto ficou no passado, pelo menos pensei eu até ontem...
O Fausto é um entusiasta de clássicos daqui de Figueiró dos Vinhos, e como conversa puxa conversa, contactou-me acerca de um Mini que tinha comprado e que gostaria de saber minha opinião. Lá fui eu......e fiquei sem palavras. Apesar dos anos terem deixado marcas profundas no aspecto, o mais importante estava lá. O "Azulinho bébé" estava novamente á minha frente...
Pois é caros amigos: O mundo é pequeno, mas Portugal é ainda mais pequeno!-"Tantos anos sem saber dele, e foi preciso vir morar para tão longe para o reencontrar..."
E ainda há quem não acredite em coincidências...O 1275cc. que montei ainda lá está, assim como o escape "hand made" que fiz de propósito para ele......e até as famosas GT, que lutavam sempre com afinco para conseguir segurar o Mini dentro da estrada......e também alguns dos "extras" que o Ricardo fazia questão de ostentar no Mini. Curioso foi relembrar o porque daquele nome estranho......mas mais do que pintado de azul bébé, o 1000 estava definitivamente marcado...Agora descansa ao lado de outras preciosidades......e em breve vai começar o "ressurgimento".
Velho, cansado e abatido, o "Bébé" lá encontrou uma garagem nova e quentinha, e esta fantástica coincidência pode até ser um bom sinal. Vamos ver...
Claro que agora tenho que ir procurar os albuns de fotos antigos e tentar encontrar algo dele. Sei que tenho uma foto dele a ser pintado...
Espectáculo. De certa forma sinto que reecontrei um velho amigo...
Até breve.
RT

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

C.C.G. - O regresso aos post's...

Boa noite.
Por muitos motivos que não consigo (nem vale a pena...) explicar, os post's têm andado atrasados, mas parece ter chegado ao fim o periodo de abstinência...
...e logo com o 1000. Duas ou três horas chegaram para o devolver á vida, embora ainda faltem alguns detalhes...
...mas pelo menos já trabalha. O som do escape parece diferente e o pico de RPM's está mais alto do que nunca. O teste de estrada terá que ficar para outro dia, porque aproveitei o tempo para dar despacho a uma história que já me anda a aborrecer há algum tempo......este A+. É verdade, este 998 A+ já anda por aqui há demasiado tempo, e de certeza que os mais perspicazes já descobriram que se trata......do MOKE!!! É verdade! Finalmente consegui arrancar com o Moke. Não vai ser um restauro, mas pelo menos faço questão de o levar á IPO tipo B e ver se me devolvem O QUE É MEU!!! Sem querer entrar outra vez no campo dos desabafos......digo-vos apenas que pretendo que ele fique inspeccionado......pois só assim posso tirar proveito dele......nos dias em que o puder conduzir por essas estradas......tão belas que dominam a paisagem local. Embraiagem nova......porque do pouco que andei nele (sim..., já andei com ele na rua, há alguns anos...), lembro-me que já patinava......e que era das poucas coisas a substituir, a par com os retentores da transmissão......que deixaram a oficina da Asseiceira numa lástima. Vou tentar não complicar muito......e restringir-me ao essencial. Não há dinheiro nem tempo para mais. E sem querer fazer prazos......o Verão parece-me sempre a melhor altura para o "estrear" de novo, embora desta vez......com a ajuda do Miguel. Está em andamento, e espero não o abandonar tão cedo. Logo se vê.

RT