terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Twin HIF7 on Mini - Coming back...

 Boa noite e bom ano a todos!

Sound...: https://youtu.be/tC8631Kqzb0

Tal como Ícaro, "voar muito alto" pode não ser o melhor a fazer e depois do que vi hoje, creio que esta foi uma dessas ocasiões... 

Com os problemas de instalação que encontramos, tais como o arranque a frio, o espaço, a montagem no colector, a "Linkagem", o retorno, a preparação em geral, a montagem destes HIF7 foi feita com base na expectativa do resultado. Não há muita informação disponível acerca desta opção, e as contas (cubicagem, Arvore de Cames, aspiração, perfis das agulhas e volumetria em geral) não ajudavam muito. Como sabem, um carburador é um "misturador" de ar e combustível que se traduz em potência no nosso motor. Neste caso, por se tratarem de uns SU, essa mistura ocorre num sistema de jacto e agulha que, ao ser partilhado pela aspiração principal do carburador, vai permitir que a gasolina seja aspirada pelos cilindros, ao mesmo tempo que é devidamente atomatizada ao passar velozmente, e sobre enorme depressão, entre jacto e a agulha, criando uma espécie de "fumo" que é usado para encher o cilindro, não só por sucção do piston, mas também pela energia cinética do próprio ar/gasolina ao acelerar pelo colector e cabeça abaixo, com um efeito tipo funil... 
Neste caso, por se tratarem de uns carburadores de grande dimensão (diâmetro da borboleta/corpo de admissão), a relação entre a capacidade de atomização e velocidade de admissão, dependia de muitos outros factores que nos eram desconhecidos, e dessa forma impossíveis de usar para calcular o resultado aproximado desta experiência... O tamanho (cubicagem) do motor e o tipo de Arvore de cames foram os mais importantes... O motor trabalha, e até soa muito bem, mas as rotações baixas são um problema sério, e o constante efeito "vapor lock" da admissão impede uma utilização normal do motor. Uma forte entrada de ar significa pouca velocidade de admissão e consequente fraca aspiração de gasolina, fazendo com que o motor se vá abaixo após acelerar forte por alguns segundos...Tivemos mesmo que considerar uma mudança de planos... 
...e começamos pelo mais fácil. Uma vez que não conseguimos para já aumentar a capacidade de aspiração, vamos baixar a entrada de ar e dessa forma aumentar a depressão dentro dos carburadores (incluindo jactos e agulhas...) para permitir uma melhor pulverização (atomização) do combustível... 
Reparem na diferença entre isto...
...e isto! É um pouco como ouvirmos o vento soprar por uma janela mal fechada. Se a abrirmos toda, o vento passa devagar e não sopra...
 ...e tem que soprar bastante para a gasolina sair por aqui. Aquela agulha (veio dourado ao centro) vai apertar a folga contra o jacto, e é preciso alguma força para a gasolina subir e entrar no motor...
Para já, com dois HIF 38 montados, o trabalhar do motor é bastante diferente, pois já faz baixas e  ralenti, mas não há duvida nenhuma que o escape já não ronca da mesma maneira. Aquele trabalhar bruto desapareceu um bocado, mas ainda não experimentámos os HIF44, o que deverá acontecer em breve... É um compromisso difícil de encontrar, mas se costuma dizer, não há nada que não se faça...

RT




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