segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mini 1000 - Travões e rolamentos traseiros.

Bom dia. Como já devem daber, o meu tempo disponivel para estes trabalhos não assim tanto como eu gostaria, pelo que por vezes pode demorar um bocado até aparecer um post novo. Apesar de tudo, por vezes lá consigo rentabilizar o meu tempo de maneira a conseguir mais uma reportagem que merece o devido destaque aqui na C.C.G.
Como se lembram, está cá um Mini 1000 que precisa de alguns cuidados, sobretudo nos travões, rolamentos de roda e suspenção. Hoje foi o dia dos travões e rolamentos traseiros, e uma vez que ainda não tinha nada publicado sobre o assunto, resolvi fazer um post detalhado das operações necessárias para a reparação dos mesmos. Espero que possa ser util para todos os que me têm pedido ajuda sobre este assunto.
Aqui está ele...
...já na mesa de operações. As condições ainda não são as melhores, mas o gosto por estes "carrinhos" compensa tudo, e alem do mais, tráz recordações dos primeiros dias da "ferrugem".
A suspenção da frente tambem vai ser revista, mas hoje foi só desmontar para saber o que é necessário encomendar, escusando de mandar vir o material "ás pinguinhas"...
Cá estamos nós! Travões traseiros. Após desligar a bateria, podemos por o carro no ar. Não esquecer de desapertar as rodas com ele ainda no chão. Garantir que está bem escorado (o que não foi o caso de hoje, porque esqueci-me das perguiças...), e depois de tirar as rodas, a primeira coisa a fazer é desapertar os parafusos que seguram a polie no sitio (travão de mão aplicado). Usem uma chave "philips" larga para não os moerem, o que geralmente custa mais uma hora de trabalho...
O passo seguinte é destravar o travão de mão, e de seguida desafinar os calços. Usem sempre uma chave muito justa porque os "quadrados" dos afinadores derretem mais depressa do que julgamos. No caso estarem presos, usem WD40 para os ir "amaciando" e vão forçando para um lado e para o outro devagar. O mais importante é não moer os afinadores, senão há que substitui-los. Hoje tive sorte, estavam leves...
Sacar a polie...Por vezes pode ser necessário usar uma chave de fendas ou um martelo para o fazer, mas a força a aplicar só depende do bom senso de cada um. Lembrem-se que o material tem sempre razão...
Isto são os travões traseiros do Mini 1000.
Verificamos os bombitos, para ver se existem fugas de oleo. Neste caso estão perfeitos.
Retiramos a tampa do cubo com uma chave de fendas...
...e foi então que reparei num detalhe. A mola inferior dos calços estava mal montada. Não é grave, mas pode causar estragos se a mola partir.Com uma chave 24mm (15/16 pol) desapertamos a porca do cubo, depois de tirarmos o freio que a tranca no sitio. Atenção que as porcas do cubo são diferentes de lado para lado. A do lado direito aperta e desaperta como uma porca normal, mas a do lado esquerdo é precisamente ao contrário. Esta porca "esquerda" desaperta no sentido dos ponteiros do relógio...Detalhe curioso: O meu fiel amigo "pirolas" apareceu no teatro de operações para garantir que tudo corria bem. A julgar pela vontade dele, estava tudo calmo, calmo demais até...Já com o cubo tirado, o acesso aos calços fica facilitado.
Desmontar os calços traseiros do Mini:
1º passo: Com a mão ou com uma chave de fendas, soltar os calços dos afinadores...
Neste caso foi o esquerdo......depois o direito...Por esta altura já devem estar soltos em baixo tambem. É só puxar para fora......e já está.
Se houvesse necessidade, seria neste momento que substituiria o que estivesse gasto, mas hoje não é preciso trocar nada, apenas os tirei para montar a mola correctamente e aproveitei para fazer as fotos...Montar no sitio tambem é fácil. Com a mola inferior já no sitio e posição correcta( aquele bocado de mola deve ficar rente á haste do travão de mão e não a raspar no cubo como estava antes.), encaixamos os calços nos bombitos e no travão de mão simultaneamente. Nesta fase ainda não existe grande esforço para os montar.Com um dos calços alinhado e o outro fora do sitio, montamos a mola superior no calço que está alinhado. (ter em atenção que existem vários buracos nos calços, mas apenas um é o correcto...)Ainda com ambos os calços fora do sitio, montamos a mola no segundo e encostamos o conjunto ao prato de suporte......encaixamos o primeiro á mão sem deixar sair a mola do sitio......e com um pouco de força e habilidade......encaixamos o segundo. Pronto, já está. Verificamos se tudo ficou bem encaixado, se as molas e os calços estão firmes no sitio. As molas são montadas pelo lado de dentro dos calços para garantir que ficam encostados ao prato de suporte e que se mantêm dessa forma alinhados com a polie.Cubo de roda traseiro. Este trabalho envolve massa consistente, e como a máquina fotográfica não se dá lá muito bem com isso, apenas tirei as fotos que achei mais importantes.
Nesta estão os rasgos interiores que servem para batermos nos rolamentos para os sacar. Geralmente estão cheias de massa e não se veem, mas estão lá de certeza, e dão muito jeito...
Quando estão tapadas, o truque é descobri-las e limpá-las com um dedo...A referência dos rolamentos é esta. Neste caso são da QH, mas existem mais marcas, embora estes sejam muito bons......porque alem de bem feitos, o kit vem muito completo. Algumas marcas mandam apenas os rolamentos propriamente ditos, e depois é preciso o retentor, o freio, a massa, etc...Estes já trazem tudo.Cubo no sitio. A tal porca esquerda já está apertada. Apesar de existir um valor de aperto, opto sempre pelo aperto á mão. Forte, mas sem partir. Verifico se o cubo ficou justo mas a rodar á mão. No caso de rolamentos cónicos (VW, Renault, Opel, etc...) o aperto tem de ser feito com calma, porque se forem apertados com força demais, corremos o risco de partir os rolamentos, porque não teem limite de aperto. São apertados até desaparecer a folga da roda e ficam assim. No Mini é apertar com força até os rasgos da porca ficarem alinhados com o furo do veio, para podermos ontar o troço outra vez...
Ainda antes de montar a polie, podemos e devemos passar uma lixa nos calços para tirar o "vidrado". Não é preciso muita coisa, basta que fiquem com a superficie de fricção toda igual, sem marcas de travagem. O mesmo se passa para a polie. Lixá-la até ficar limpa.Antes de montar a roda, podemos "encostar" os calços á polie, para evitar de ter que o fazer com a roda no sitio, o que é mais dificil...Afinar os travões.
Este procedimento varia de pessoa para pessoa, mas o método que tenho usado nos ultimos anos tem sido o que tem dado melhores resultados, e penso ser o mais fácil. Basta fazer isto com calma.
Como desmontámos os calços, assim que a polie começar a ficar presa, é preciso puxar o travão de mão várias vezes para centrar os calços. tambem podemos carregar no pedal de travão com alguma força, mas neste caso não foi possivel porque tinha os travões da frente desmontados.
Depois de centrar os calços, desafinamos o travão de mão no interior do carro, ajustamos o afinador da roda até existir uma pressão de fricção na polie, mas que ainda assim se possa rodar á mão, embora com um pouco de esforço.De seguida montamos a roda no sitio. Aqui diferem as opiniões. Há quem defenda que os travões devem ser afinados sem as rodas no sitio. Eu penso o contrário. Os travões servem para parar as rodas quando estas estão no chão, logo a nossa sensibilidade deve ser feita nas rodas para calcular o esforço de travagem o mais correctamente possivel. Já exprimentei afinar sem as rodas montadas e achei muito mais dificil de sentir a afinação.
Bem, seja como for, o conceito é simples: os calços devem de estar o mais justos possivel ás polies, mas sem que haja excesso de fricção para não provocar sobreaquecimento dos travões (o que pode ser muito perigoso e dispendioso...), imaginem que o carro está no chão e que precisam de o empurrar á mão. Ele terá que rolar sem esforço. Dito isto, devemos apertar o afinador (tal como um parafuso normal...) até que a roda comece a ficar LEVEMENTE presa. É preciso ter em conta que os afinadores funcionam em quartos de volta, e que por vezes o ponto ideal fica entre as duas posições, ou seja, num ressalto está muito leve, mas no resalto seguinte já fica muito justo. É facil: deixamos sempre no resalto em que fica mais leve.
É um erro grave pensar que os calços "acamam" e que os podemos deixar um pouco mais justos. Para quem não tem assim tanta expriência neste trabalho, o mais provável é que vá correr mal. É preferivel deixá-los leves e afiná-los novamente passados uns quilometros.
Repetimos a operação para o outro lado. O ideal será ter sempre as duas rodas no ar em simultaneo, até porque a afinção do travão de mão é mais rigorosa.
No principio tivemos que desfinar o travão de mão para não interferir com a afinação do travão de pé ( tambem conhecido como travão de serviço), agora que temos as rodas prontas, vamos então afinar o travão de mão.
Ainda com as rodas no ar, e partindo do principio que rodam justas mas leves, vamos apertar os afinadores dos cabos de travão (junto ao travão de mão dentro do carro) até que as rodas fiquem muito justas no segundo "trinco". Temos que apertar os cabos conforme o necessário até que as duas rodas fiquem iguais em termos de fricção. Ao deixá-las muito justas ( a rodar somente se fizemos muita força) no segundo "trinco", vamos quase de certeza tê-las bloqueadas no terceiro. Se tal não acontecer, vamos apertando mais os afinadores até que fiquem bloqueadas no terceiro "trinco". Nunca apertar os afinadores com o travão de mão puxado. É obrigatório destravá-lo cada vez que temos que afinar mais um bocado.
Quando finalmente tivermos o travão afinado, devemos verificar se as rodas rodam livremente quando destravado. É uma questão de sensibilidade, mas em caso de duvida, é preferivel perguntar a quem sabe.
Espero que este post seja util, e em breve irei falar dos travões dianteiros.
RT

domingo, 28 de setembro de 2008

Os ultimos dias em fotos...

Os ultimos dias foram férteis em acontecimentos interessantes, ligados sobretudo aos automoveis clássicos que tanto gosto, mas não só...
O facto de haver uma barragem espectacular aqui muito perto (bouçã), veio de certa forma condicionar a regularidade dos post's, e adivinha-se uma competição ferrenha pela decisão de qual será a prioridade, porque se de carros antigos gosto muito, tambem de pesca e sossego me consigo habituar num instante. Seja como for, há sempre um bocadito para a ferrugem, para a conversa e para o trabalho, ora reparem só nisto...O primeiro 2CV da nova baiuca... e mais um Mini...
...,mas tambem começa a haver espaço para as duas rodas. Esta pasteleira já deve ter mais anos do que eu...
Um nascer-do-sol lindissimo...
O nosso Clio e os seus novos "sapatos de baile"...Estas jantes do Clio RTI são mesmo giras. Dão um look mais desportivo ao carro...Uma Olympia que por cá apareceu...
Uma Kawasaki KE125 que vai dar uns post's aqui na C.C.G.......e até uma Piaggio APE 50 que já foi embora, mas não escapou a umas idas ao café a meio da tarde. Ainda há mais novidades, mas hoje ficamos por aqui, porque o trabalho vai começar quando o ponteiro marcar as onze da noite...

Casa nova, vida nova, maluqueira antiga...

RT

Moke - O renascimento da Fénix...

Já cá está... O Moke já regressou do pintor, e agora é tempo de montagem.
O projecto não é o que eu mais gostava, mas isso agora é secundário. Para já ficam as primeiras fotos da máquina com a nova pintura...
Claro que não demorei a montar umas jantes especiais. Neste caso foram as "Cobra" que comprei de propósito para este dia...O meu pátio está cada vez mais pequeno...Hoje dorme aqui, mas a montagem vai ser o feita o mais rápidamente possivel, para que a matricula não desapareça...No rules, great MOKE!!!

RT

sábado, 13 de setembro de 2008

http://www.osmeusclassicos.blogspot.com

Para os amantes destas coisas da ferrugem e derivados, surgiu hoje mais uma excelente noticia: Um novo blog dedicado aos carros clássicos e ás memórias que eles nos trazem.Criado nada mais nada menos do que pelo meu próprio pai, este novo endereço de certeza que depressa se vai tornar numa referência, porque histórias e conhecimentos técnicos são do que mais há por aqueles lados. Verde é a cor que suporta a imagem, mas de todas as cores são as reportagens que vos irão deixar admirados com o que se pode coleccionar e aprender numa vida dedicada aos automóveis...

Passem por lá e sejam dos primeiros a disfrutar de mais um trabalho para os nossos clássicos...


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C.C.G. - "Baiuca" nova, caras novas... O 2CV.

Primeiro deixem-me explicar o que significa "baiuca". Independentemente do que estiver escrito no dicionário, "baiuca" era o nome da oficina da Venda do Pinheiro (sim, a oficina tambem tinha nome...), e é o nome da nova oficina de Pedrogão Grande, e assim permanecerá até que surja um outro ainda melhor, o que eu duvido...
De qualquer maneira, o que eu vos quero contar são as novidades relacionadas com as novas caras e carros que irão começar a aparecer por aqui. Desse lado do computador, a C.C.G. continua parecida, mas deste lado do ecran, já não é bem assim...
Com as férias vieram tambem alguns contactos novos, e tambem alguns clássicos com necessidade de uns "toques"...E começou assim:
Montado em Portugal no ano de 1983, este 2CV estava com dificuladades em travar, ou melhor, travar depois de deixar os discos incandescentes, porque travado estava ele...
...pelo menos ao ponto de ter dificuldade em subir algumas encostas mais acentuadas e de deixar aqueles discos ao rubro, depois travar era missão impossivel...Limalhas, pó e oleo fazem cá uma mistura...,bem..., a imagem deve dar para ter uma ideia do cheiro a esturro que ficava por onde passava...Um kit de borrachas novas, pastilhas e algum gosto por aquilo que faço, deixaram este 2CV como novo, pelo menos em termos de travões......porque ficou a travar tão bem, que teve que parar logo aqui, no café "O Minhoto", em Altardo (P.G.).
É sempre bom encontar novos desafios e situações, sobretudo agora..., que tudo está a começar de novo...
Vem ai mais...
RT

domingo, 7 de setembro de 2008

Pedrogão Grande - O primeiro "raid" do 1000...

Hoje foi dia de estrear o 1000 nas estradas de Pedrogão. Apesar de já ter chegado na quarta-feira, só agora foi possivel dar um passeio mais descontraido pela zona. Decidimos levá-lo ao café depois de almoço...
Á saida de casa ainda não havia destino... ...nem foi preciso. Acabamos por ir direitos a Pedrogão, mas "perdemo-nos" pelo caminho...

...acabando por descobrir esta maravilha de estrada de serra que nos leva á localidade de Torneiro...

...e nos deixa com uma sensação de liberdade tão grande...

...que só nos apetece lá voltar. Esta casa parece estar num vale fundo e isolado, mas na realidade está perto de uma estrada e a 4 ou 5 quilometros de Pedrogão Grande. Sossego e proximidade q.b. num só...

...já na localidade de Torneiro, começaram a aparecer as imagens do dia. Nem só de carros vive a C.C.G., as coisas simples da vida tambem fazem parte dos nossos gostos...

...e temos muito orgulho e prazer em partilhá-las com todos. Quem sabe o que esta carroça já terá acartado naqueles dias frios de inverno, onde nem com o gelo a cair nas costas, se podia deixar de trabalhar para comer...

...mesmo que isso, mais não seja do que parte de um passado, que alguns teimam em não deixar morrer...É pena ver o que tanto custou a fazer e a conseguir, desaparecer assim desta forma tão injusta...

Pedra por pedra, esta casa foi feita á mão, sem o acesso a coisas tão simples, e no entanto tão importantes, como a luz eléctrica, ou os carros "a motor" de que hoje tanto dependemos. Se hoje é dificil ter uma casa, imaginem naquela altura, quando ter uma casa significava madrugadas a pé para ir com os animais ás pedreiras carregar as pedras, enquanto o serrador cortava uma tábua grossa para fazer uma ombreira para mais uma porta ou janela...
Infelizmente, a casa da foto não é especial sob nenhum aspecto, apenas aparece por trás do Mini, mas a verdade é que casas neste estado abundam por aqui, sinal de que as pessoas já cá não moram, sinal de que o tempo continua a fazer o que faz melhor: ajudar a esquecer...
Quem sabe se um dia casas como esta se tornem de facto especiais, talvez por terem sido reparadas ou talvez por terem desaparecido de vez...
A estrada acabou por nos levar até Pedrogão Pequeno, onde decidimos visitar a zona antiga e enfiar por esta rua......que nos levou a um lugar que não lembra a ninguem......e que de certeza já provocou a admiração de muita gente. Como é que é possivel ter algo assim, aqui tão perto de casa? Para quem morou 20 anos ao lado da Calçada de Carriche, isto é sem duvida uma grandissíma mudança...-"Vamos ver onde vai dar?" Claro que vamos......até porque o cheirinho a mato e a flores está a despertar a curiosidade......do que estará por trás desta curva tão peculiar......a que se segue logo outra não menos espectacular. É sempre a descer......e os SPAX não estão a ajudar muito. A estrada de calçada está mais indicada para jipes, ou na melhor das hipóteses, a um Moke. Um carro rebaixado e rijo não está no seu ambiente natural, mas a paisagem compensa isso tudo......não acham??? A natureza sabe mesmo como nos surpreender......mas o trabalho humano tambem pode ser impressionante. Isto é uma das muitas pontes que compõem o traçado do IC8, que neste local atinge a marca dos 100 metros de altura......mesmo por cima do rio Zêzere......que esta antiga ponte Filipina atravessa......sem incomodar as frescas águas......que vão descendo o vale até chegarem á barragem de Castelo de Bode.Parece pequeno? Multipliquem por 10 e estarão perto do que realmente sentimos naquele sitio......onde mal se ouvem os carros que passam velozmente por cima de nós......suportados apenas por dois destes pilares, que apesar de serem feitos em betão, parecem tão frágeis vistos daqui......mas não deste angulo. Afinal nem só pilares alcançam os nossos olhos. Vales imensos......de imponente constituição e extrema beleza......tambem fazem parte deste cenário. Aqui já na outra margem, podemos admirar o que não se vê a 120 km/h do IC8. Uma casinha singela no meio de lugar nenhum......o reflexo do céu no rio......ou mesmo a quantidade de serras e montes que nos rodeiam......assim como estes detalhes. Este miradouro em madeira é um espectáculo, porque daqui se vê tudo o que acabei de vos mostrar, mas tambem tudo aquilo que a máquina não consegue fotografar.
Fomos andando para cima, e começámos a ouvir uma musica de banda......que nos guiou até esta procisão no alto da serra, que decorria calmamente até surgir um Mini vermelho do meio do nada. Tivemos que estacionar rapidamente e de qualquer maneira, ou corriamos o risco de nos tornar no centro das atenções. Desconhecemos a causa da festa......mas o numero de pessoas presentes revelou-nos que seria algo importante, relaccionado com uma celebração religiosa......assiciada a uma Santa.Após tanta euforia, decidimos apontar os farois na direcção de casa, mas não propriamente a direito. Ainda havia tempo para mais umas explorações pelo caminho, nem que fosse para um gelado......ou um banho se tivessemos vindo prevenidos. Bem-vindos á Praia Fluvial do Mosteiro. Se vos parecer um espectaculo, é porque é mesmo......um sitio espectacular......para descansar, dar uns mergulhos ou apenas tomar um café. Só ou acompanhado, o importante é vir e conhecer, mas tendo em atenção os horários dos estabelecimentos. O café que funciona aqui no "Mosteiro" está aberto apenas entre Junho e o fim de Setembro, das 10:00 ás 20:00.A tabuleta anuncia o fim do passeio, mas tambem nos trouxe á memória o facto de termos vivido toda esta tarde magnifica aqui neste sitio, mesmo ao lado de casa. Já morámos a cinco minutos do C.C. Colombo, agora moramos aqui..., no concelho de Pedrogão Grande.
RT